Acarajé da Regina em Salvador: o por do sol tem ainda mais sentido

(22 de janeiro de 2015)

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O escritor Raul Lody tem razão quando fala que o acarajé só tem sentido no pôr do sol do Rio Vermelho…

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Estando in loco, na praia do Rio Vermelho, não é que a afirmação ganha ainda mais vulto e faz todo o sentido… As fotos falam por si só…

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É nesse bate ponto que a Regina e a Dinha rivalizam há tempos acerca do melhor acarajé da Bahia. E o debate é tão intenso e sério entre os baianos que as discussões podem ser comparadas ao tema religião e futebol, cada um tem o seu…

Talvez porque de tão identitária e reveladora da matriz africana dessa cozinha baiana que a questão vai ainda mais além do sentido gastronômico, para ganhar status de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro (Iphan).

O tom dourado do acarajé fritando seduz nosso olfato e une todos, baianos e forasteiros, em torno do tabuleiro da baiana!

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Eu tenho o meu predileto e, nesse quesito, o acarajé da Regina não tem pra ninguém!

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Regina

EndereçoLargo de Santana, s/nº – Rio Vermelho – Salvador

Telefone: (71)3232-7542

Como chegar

 

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Frenchie: comida autêntica, direta e aconchegante em Paris

(15 de janeiro de 2015)

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Ah, se eu tivesse um bistrozinho assim aqui em Recife…

Eu ia viver lá, não tenho dúvidas!

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O Frenchie do chef Gregory Marchand é daquele tipo de lugar minúsculo que, sabe faz da gente, um entre e fique a vontade! Moderninho, minimalista, mas aconchegante o suficiente para nos abraçar com o ambiente à meia luz e nos pegar pelo estômago definitivamente!

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E assim, é que fui feliz no Frenchie, com a bela pedida de barriga de porco com cogumelos e limão…

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O frango com nabos e folhas de brócolis ao pomelo (uma espécie de laranja) que se seguiu, atestam a marca registrada do chef de mesclar na sua cozinha francesa, cítricos, picles e chutneys… Notável!

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Cavala e anchovas defumadas com abacate foram a opção do meu marido para a entrada. Não menos deliciosas estavam!

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O clássico toma cores formas e novas proporções e pode tornar-se ainda mais instigante com essa baba au rhum, pérolas de tapioca e coco de sobremesa…

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Meu marido também foi certeiro quando escolheu uma das mais famosas sobremesas da casa, o Brillat Savarin cheese cake, com hibsicus, sorvete de laranja vermelha e azeitonas negras. Hum!

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O menu muda com a estação e os produtos do mercado, o que aliás, como obssessão em toda boa mesa francesa, no Frenchie, não poderia ser diferente… Base francesa, comida simples, direta, autêntica e aconchegante feita para desfrutar.

No final, ao perceber que eu estava fotografando, uma das meninas do salão veio perguntar de onde eu era e, puxando conversa, conseguiu extrair de mim o  meu ofício de autora de blog… Deu meia volta e presenteou-me com a listinha dos endereços preferidos do chef em Paris! Fui apresentada à “sua” Paris pelo próprio chef…  Belo presente! O melhor: a constatação de que muitos dos restaurantes prediletos do chef, estão na minha lista de desejos ou onde eu já estive… Compartilho com vocês!

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E eu tive sorte de conseguir uma reserva, o que, segundo os sites de crítica gastronômica mundo afora, é tarefa olímpica, rsrsrs… Mas se você não tiver a mesma sorte que eu tive, vai num dos dois restaurantes que o chef mantém na mesma rua, um em frente ao outro. O Frenchie Bar à Vins ou o Frenchie to Go. O primeiro, ba-da-la-dér-ri-mo e lo-ta-do, com ares de comida francesa moderninha; e o segundo, bem que poderia ter um sotaque americano, com sanduíches de pastramis e afins. Ambos atestam a fama e o sucesso do sucesso de um dos chef mais aclamados em Paris na atualidade!

 

Preços: menu com entrada + principal + sobremesa = €45,00 por pessoa, sem bebidas.

Frenchie

5, rue de Nil (2nd)
Tél: 01 40 39 96 19

http://www.frenchie-restaurant.com/

 

Frenchie to Go

9 rue du Nil – 2ème

http://www.frenchietogo.com/

 

Frenchie Bar à Vins

6 rue du Nil – 2ème

http://www.frenchie-restaurant.com/menu_bar_fr

 

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Brasserie Balzar: intelectualidade e clássicos de brasserie em Paris

(8 de janeiro de 2015)

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Ele está ali desde 1886, ao lado da Universidade de Sorbonne. Passaram e passam por suas mesas intelectuais, professores, filósofos, artistas, escritores, toda a intelectualidade francesa. Sartre, Camus e Beauvoir eram cadeiras cativas a debater o futuro do país…

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O acaso nos levou a esse lugar que temos como cativo quando estamos em Paris, já que, certa vez, chegando tarde na cidade, fomos procurar um local aberto para comer… Só havia ele… Desde então nos juntamos a eles e sentimos os ares da época de ouro de Paris… Está tudo lá, como sempre foi…

O lugar é tradicional e ainda respira esses ares…

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A comida também é tradicional e bem feita à base de clássicos de brasserie. Sim, pode haver locais mais abalizados, mais finos ou mais gastronômicos, mas, seguramente, não haverá momentos mais nostálgicos, além, claro, de boa comida.

As mesas são minúsculas e coladas umas nas outras, mas o serviço atencioso e cortês supera o fato.

A porçãozinha de escargot é sempre uma experiência!

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O steak tartar é preparado na frente do cliente e deixa a gente com as papilas gustativas ativadas, salivando…

O steak bernaise é bem feito!

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E tudo sempre termina muito bem com o Pain Perdu!

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BRASSERIE BALZAR

49 rue des Ecoles

75005 Paris

Phone number: +33 (0)1 43 54 13 67

Metro : Cluny – La Sorbonne, Maubert-Mutualité (L 10)

http://www.brasseriebalzar.com/en/

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Exclusivo: Tempere sua Viagem entrevista Joan Roca, do El Celler de Can Roca, eleito o melhor restaurante do mundo em 2013!

(30 de dezembro de 2014)

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Vamos combinar? O cara, além de ser o melhor chefe do mundo, de cozinhar divinamente, de ter um restaurante lindoooooooo, o El Celler de Can Roca (eleito em 2013, pela Revista Restaurant, o melhor do mundo!), encantador e de ofertar generosidade e sabor aos seus comensais, o cara é super simpático e carismático! Um verdadeiro gentleman!

Já estive em seu restaurante (VEJA AQUI) e posso atestar que o que vi e comi só carimbaram minha memória inesquecivelmente.

Aliás, nessa entrevista só constatei as impressões que tive naquela passagem pelo restaurante quanto à simpatia de Joan Roca, quanto a seus irmãos, também Chef Patisserie (Jordi Roca) e Sommelier (Josep Roca) no El Celler de Can Roca.

Foi num clima de conversa, de bate-papo bem articulado, durante o evento do G11, o mega encontro/reunião anual das maiores estrelas da gastronomia mundial, em São Paulo, que Joan Roca, gentilmente me concedeu uma entrevista.

 

TEMPERE – Como você vê a gastronomia brasileira no panorama da cozinha mundial?

JOAN – Hoje podemos ver que (no Brasil) há uma base de talentos, que há muitos talentos. Hoje estão todos juntos. Eu conheço alguns desses cozinheiros em separado, mas ver que estão todos juntos, que falam que dialogam e que, além disso, dialogam com pequenos produtores, que são conscientes de seu papel na sociedade brasileira. Isto me dá muita alegria, porque me faz pensar que isso vai ser uma revolução importantíssima.

Eu creio que (o Brasil) é um país com uma riqueza e uma diversidade de produtos incríveis, com uma grande cultura gastronômica popular. Isto é de grande valor. Tenho claro isto. E uma das grandes conclusões do dia de hoje (do G11)  é ver a conexão, a cumplicidade entre eles., com Alex (Atala) como líder. Há que saber assumir esse papel: a generosidade entre os demais vai trazer benefícios ao povo. Isso me faz pensar que (o Brasil) é uma potência gastronômica de primeira grandeza. Já estava convencido disso e hoje vi isso muito claro.

TEMPERE – Como você vê uma diversidade cultural tão grande no Brasil, onde cada região tem a sua cozinha própria, muito particular?

JOAN – Calor, quando falo de diversidade e de riqueza cultural gastronômica, refiro-me a isso, de que não há uma cozinha brasileira única. Não é fácil de sintetizar. Isso é muito bom, porque há muitas (cozinhas) e isso dá a eles ferramentas criativas, porque o cozinheiro moderno, o que quer expor valor à sua cozinha, quando tem uma cozinha rica e diversa para buscar criatividade, para ser criativo, tem uma grande vantagem. Essa é grande vantagem dos cozinheiros, a diversidade cultural.

TEMPERE Você conhece a gastronomia do Nordeste do Brasil? É muito particular, totalmente diferente…

JOAN – Não conheço. Nós, que vemos de fora, não temos ideia. Só estive no Rio, aqui em São Paulo… Só sei que tenho que voltar que vir com tempo, que viajar todo o Brasil e farei, porque isso me interessa. Interessa muito voltar…

Eu invejo os produtos, a diversidade, a riqueza do país, a dimensão, tudo isso é espetacular. E para cozinheiros como nós que estamos em lugar que pensamos que é o umbigo do mundo, quando viajamos vemos que temos que nos dar conta de que não. Temos então que ser humildes e dizer: cuidado, que há muito e muito boas coisas e o Brasil é um grande exemplo de cultura gastronômica.

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Pierre Hermé x Ladurré: quais os melhores macarrons de Paris?

(17 de dezembro de 2014)

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Paris é mesmo doce!

E na terra da confeitaria, parece clichê dizer que come-se doces como se estivesse nos seus céus… Mas é lá que a doçaria faz ainda mais sentido…

Não por acaso, é lá que nasceram os macarrons. Esse fantásticos doces, se assemelham ao nosso suspiro, mas levam farinha de amêndoa e forma uma espécie de sanduichinho doce com recheios dos mais variados possíveis… Coisa para food-lovers (amantes de comida)!!!!

Aiiii, aquela casquinha quebradiça que a primeira mordida faz romper e promover um encontro com seu recheiozinho mais que cremoso e aveludado, traduz, nesse momento o meu desejo de estar em Paris nesse momento….

Além disso, o colorido é de encher o olhos e instigar os sentidos para se preencher o palato com o que há de mais sublime…

Pierre Hermé e Ladurée protagonizam os melhores da cidade, na minha opinião!

Os da Ladurée, um pouquinho mais doces, mas mesmo assim, enebriantes. Já os de Pierre Hermé, um delírio!

E, claro, na cidade-Luz sempre dou meu jeitinho de provar dos dois… rsrsrsrsrs… Só para me certificar que os melhores, na minha opinião, são mesmo os de Pierre Hermé!

 

PIERRE HERMÉ

72 rue Bonaparte 75006 Paris

4 rue Cambon 75001 Paris

39 avenue de l’Opéra 75002 Paris

18 rue Sainte-Croix-de-la-Bretonnerie 75004 Paris

E OUTROS ENDEREÇOS

http://www.pierreherme.com/

 

LADURÉE

16-18 rue Royale
75008 Paris

75, avenue des Champs Elysées

75008 Paris

13, rue Lincoln

75008 Paris

E OUTROS: https://www.laduree.com/en_int/

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Entrevista Exclusiva: Gastón Acurio, o mega chef peruano, fala ao Tempere sua Viagem!

(23 de novembro de 2014)

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Em termos de gastronomia no mundo, o Peru é, sem dúvida, a bola da vez, está, literalmente, na moda!

Tudo isso se deve a um homem o mega chef e chanceller Gastón Acurio!

Lá, seu nome e seu rosto estão por todo lado. Só se fala nele, só se fala em sua cozinha. O über chef é celebridade e se confunde mesmo com o peruvian food (cozinha peruana) e está tanto na boca do povo, das publicações especializadas, na imprensa internacional, na TV, nos jornais, nas rodas sociais, assim como o futebol está para os brasileiros. Sua imagem está indissociavelmente associada ao Peru.

A minha mente inquieta se questiona porque Acurio logrou tanto êxito em associar sua terra natal à gastronomia. Algumas coisas me ocorrem.

Em primeiro lugar, é um visionário. É, sem dúvida, um visionário!!! Sua genialidade consiste exatamente em mostrar ao mundo algo que o diferencia de outras culturas, a ponto de fazer o mestre dos mestres, Ferran Adriá, afirmar que o futuro da gastronomia está no Peru.

Sim, Gastón saiu de casa, olhou para seu país de fora e depois voltou-se para dentro dele, mostrou ao mundo sabores exóticos, inexplorados, únicos, que para todo o mundo soam exóticos. Sim, trouxe técnicas da alta gastronomia e as aplicou aos legítimos sabores de casa! Mas também conferiu p devido valor às técnicas originárias de seu país. Soube como ninguém vender, literalmente, seu peixe!

Mas há outra coisa que talvez pouco se fale, mas que é preciso ouvi-lo para entender. A sua sabedoria e seu tino estão no fato de que soube arquitetar, com indubitável altruísmo, um conjunto de ações para valorizar sua matéria prima, os tesouros que só ali há! E isso engloba a valorização das técnicas milenares e artesanais de obtenção dos produtos e preservação dessas tradições face à automação e a industrialização. Com maestria aquilatou e estimou os produtos autóctones e nativos, além de voltar e centrar todos os seus esforços para o pequeno produtor, para a pesca,  reconhecendo o trabalho daqueles por quem essa riqueza chega às mesas e sem os quais isso não seria possível.

O resultado está aí para o mundo ver!

Assim, entrevistá-lo foi, mais que um ofício de cumprir pauta para o blog, foi sim, um aprendizado e uma honra!

 

TEMPERE – Como você vê a gastronomia brasileira no contexto da América Latina?

ACURIO – Bom, como disse Alex (Atala), há um território comum em que a divisão não é da natureza, não é da história, é da política. Muitos dos produtos (peruanos e brasileiros) são os mesmos. Os desafios são os mesmos. Há problemas que se enfrentam, que também são os mesmos. Então o cozinheiro tem a oportunidade de participar desse processo.

Em segundo lugar, o caso concreto do Brasil, que também é uma sociedade multicultural, de uma grande diversidade, que está conquistando o coração dos brasileiros através de sua cozinha, com os cozinheiros se unindo cada vez mais para trabalhar por um objetivo comum.

Isto é o que está acontecendo em toda a América Latina. A comunidade de cozinheiros está trabalhando junta, não só nos países, mas entre os países. Isto é muito importante porque afinal temos que construir uma imagem ao mundo da América Latina, obviamente cada um em seu país. Uma América Latina que é um território charmoso para visitar, para viver, para compartilhar, para experimentar, para descobrir. E a cozinha é uma das ferramentas mais poderosas para conseguir isso. O Brasil tem tudo isso e já está trabalhando para isso. É por isso que estamos aqui todos juntos, conversando sobre os mesmos temas. O que falamos aqui, praticamente poderia ser o mesmo discurso no Peru.

 

TEMPERE – Você conhece as diversidades multiculturais brasileiras? Cada região tem a sua particularidade? Como você enxerga esse caldeirão multicultural? E como você entende que se possa construir uma gastronomia brasileira tendo tanta diversidade?

ACURIO – Isso não é defeito, é uma virtude! É uma soma de diferentes cozinhas que se expressam de maneiras distintas que assumem um território, que assumem um sentimento, que assumem uma história, mas essa diferença, por sua própria particularidade. Mas o mágico que faz e que cada dia, pode-se viver uma experiência, outra experiência, outra e outra… Então, não se trata de unificar em uma única cozinha, se trata de vitalizar e fortalecer cada uma dessas cozinhas.

 

TEMPERE – Sou do Nordeste do Brasil, sou de Pernambuco. Você conhece a cozinha nordestina, que é muito particular?

ACURIO – Me encantaria conhecê-la. O trabalho é justamente este. São os cozinheiros de tua terra que têm que sair ao mundo a dar a conhecer a sua cozinha.

 

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Le chateaubriand: vanguarda e minimalismo em Paris

(4 de dezembro de 2014)

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Se você espera um bistrô com cozinha tradicional, nem vá ao Le Chateaubriand.

Lá, a cozinha é moderna, ousada, diria até conceitual.

O chef autodidata de origem basca, Inaki Aizpitarte, é um mestre em mexer e remexer, de subverter e deixar pensativo o comensal, com combinações e choques inesperados… Vanguarda… O simples… Minismalismos… Não é um local pra ficar impassível ou indiferente…

Foi assim, mesmo tendo lido linhas e resenhas, críticas e elogios  em sites de resenha, fui surpreendida!

O ambiente é casual e descolado, muito bem frequentando pelo hype da moda (a nata do mundo fashion) e, claro,da gastronomia. E, acima de tudo, o clima das pessoas e do staff da casa eleva-o ao cenário vibrante!

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Em um menu de 5 cursos, voilà, suspense e surpresas…

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Ceviche? Cadê o peixe, as cebolas, as pimentas? Mas se só veio o leche de tigre, sim, para beber, para evocar as sensações de ceviche, possuía brilho próprio e estava surreal! Como se fosse um aperitivo, com um pequeno pedaço de peixe ao fundo…

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A gente se entreolhou com o snack de camarões com pó de framboesa… Simplicidade? Deu uma sacudidela, mas fez a gente não esperar nada antes de dar a primeira mordida…. Ela surpreendeeeeeu, nada mais! E, tudo isto! Bom! Booommm! Queríamos mais…

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Hadock defumado com maracujá  manga…

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Após outros dois pratos, que não lembro mais do que se tratava…

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…eis que veio o Boeuf  (bife) tandoori em ponto perfeito com umas batatas desidratadas… Muito bom!

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As sobremesas, o mandarim ao rum com passas…

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E, Toucinho del Cielo… Sim, a sua leitura para a clássica sobremesa portuguesa… Esta, sim, fechou com chave de ouro! A base de toda sobremesa portuguesa, ovos e calda de açúcar, estava encapsulada a remeter a uma gema, que, literalmente, se esparramava como tal, ao ser rompida… Estilo e sabor!

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Se gostei?

É conceitual demais…

Mas, sim, gostei, além do que eu esperava. Tudo muito bom e saboroso! Certamente, é uma experiência válida! E vale as mordidas!

Outro mérito: o restaurante cobra 65 euros pelo menu degustação, o que para Paris e, em se tratando de restaurante gastronômico, é, digamos um preço beeeem acessível! Ou seja, uma versão democrática da alta gastronomia… Talvez seja uma das explicações do sucesso…

Controverso ou amado, o fato é que o chef tem estado na crista da onda na ordem da gastronomia mundial e parisiense, das listas, dos prêmios, das resenhas. E que o cara é ousado, ah, isso é! E sabe se valer do simples, porém com técnica e com absoluto respeito ao produto, algo obsessivo mesmo por quem quer que ouse fazer boa gastronomia no país da boa mesa!

 

Preço: menu degustação a 65 Euros.

 

Le Chateaubriand

129 Avenue Parmentier – 11 ème

Fone:+33 1 43 57 45 95

http://www.lechateaubriand.net/index_uk.html

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Sushi Yoshi, o queridinho de Recife, agora repaginado!

(25 de novembro de 2014)

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No início de novembro quando estava no G11, encontro anual dos chefs mais influentes do planeta, conversava com André Saburó, também convidado ao evento, sobre as novidades do (novo) Sushi Yoshi que acabara de ser reinaugurado.

A notícia que todos reverberam na cidade, a união de Saburó e seu tio o seu Yoshi, é para se comemorar! Afinal, são dois dos maiores gigantes da cozinha japonesa que se somam para tornarem-se uma dupla imbatível. Tudo isto graças à trajetória de virtuosa de Saburó e ao pioneirismo em termos de cozinha japonesa de seu Yoshi, aliados ainda à sua experiência e ao seu carisma!

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Pois bem, se o Sushi Yoshi já era meu reduto e de meio mundo de pernambucanos, agora é que ficou bom mesmo! Afinal, a ideia que Saburó me contou é a de que, lá, a cozinha japonesa tradicional vai prevalecer, com todo o repositório de receitas clássicas. É o retorno às origens, o que seu Yoshi sabe fazer como mestre!

Já estive lá semana passada para conferir as novidades e o que vi, foi suficiente pra vir correndo contar aqui no blog e atestar que estamos falando de outro patamar! O espírito japonês literalmente presente no prato!

O ambiente ficou mais charmoso, mais aconchegante, mais classudo! Paredes em tons de fendi, luminárias modernas, sem abandonar as referências japonesas…  Tudo alinhado com a nova concepção da casa.

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No quesito sushis, literalmente, comi suspirando o sushi de barriga de atum!!!! Consistência sedosa, arroz que enobrece sabores.

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Como na casa, nada é óbvio, a colina de atum selado com molhinho especial à base de cebolinhas e alho frito são mesmo um prazer raro! A crocância do alho e do gergelim arrematam a combinação de texturas!

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Outro que se destaca e faz a gente desejar voltar muitas vezes, é o Yokubou, onde camarões e salmão são selados e deitados sobre molho especial de gengibre e saquê…

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Bem, o que  vi é uma íntima relação com a cozinha japonesa, feita para desfrutar e, com uma criação além do visual!

Voltarei muitas vezes!

 

PREÇOS: Yokubou – R$ 38,70; Colina de atum – R$ 54,60.

SUSHI YOSHI

Rua Padre Luiz Marques Teixeira, 155
Boa Viagem Recife – PE

(81) 3462.2748 / 3342.3705
www.sushiyoshi.com.br

 

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Ferran Adriá, o mais icônico chef do mundo, em entrevista exclusiva ao Tempere sua Viagem!

(20 de novembro de 2014)

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Já falei aqui sobre a minha participação na reunião do G11 , sobre o fato de ter sido o único blog a ter acesso ao encontro, sobre a importância do G11, que reúne os chefs mais aclamados do mundo etc etc etc.

Na reunião anual desses monstros da gastronomia, eles estavam super à vontade, era uma reunião mesmo e não um congresso de gastronomia.

Foi nesse clima que pude entrevistar todos os chefs presentes, dentre eles, o über chef Ferran Adriá, o mais icônico e revolucionário de todos os tempos, cujas criações o imortalizaram quando comandava o extinto restaurante El Bulli e, por muitos anos, foi o melhor restaurante do mundo! Apenas os jornalistas mais abalizados e influentes do mundo gastronômico conseguiram esse intento. Um feito então para o Tempere sua Viagem, não?

Esse gênio mudou a concepção de alta gastronomia e foi um dos chefs que mais criou técnicas culinárias de todos os tempos! No seu extinto restaurante El Bulli, ele quebrou tabus trouxe o conceito de felicidade às refeições!

A seguir a entrevista, que foi um bate-papo informal, breve, sobre gastronomia brasileira,  mesmo porque o cenário não permitia uma longa conversa…

Eis a entrevista…

 

TEMPERE – Ferran, como você posiciona a gastronomia brasileira hoje no cenário internacional?

FERRAN – Se falarmos dos últimos  5 anos, o Brasil evoluiu muito . Tenho vindo nos últimos 10/12 anos aqui ao Brasil e vejo claramente uma evolução. O Brasil tem dado passos importantes e todo mundo ganhará. Há que se ter paciência nesse processo evolutivo, mas, no entanto, aqui todo quer correr muito.

 

TEMPERE – Como você vê o futuro do Brasil no cenário gastronômico internacional?

FERRAN – Vai depender dos brasileiros e brasileiras. Tem um futuro fantástico. Mas, há que entenderem que muita competitividade. E também tem um longo trabalho pela frente. Mas a evolução é evidente.

 

TEMPERE – Dos produtos brasileiros, quais os que você aprecia?

FERRAN – São maravilhosos! Na Espanha, olhamos muito para a cachaça (risos e um brinde, erguendo sua caipirinha). Trazemos sempre a cachaça do Brasil, pois é um produto único que vocês só têm aqui.

 

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Novo navio Quantum of the Seas terá Restaurante de Jamie Oliver e mais outras maravilhas gastronômicas (e tecnológicas também)!

(16 de novembro de 2014)

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*Fotos cedidas pela Royal Caribbean

 

A Royal Caribbean não para de se reinventar. A próxima mega ultra cartada deles é o  lançamento de um novo navio, o Quantum of Seas.

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O mega lançamento do ano que faz seu primeiro cruzeiro agora em novembro de 2014, traz muitas novidades em todos os quesitos! Em termos de gastronomia, não poderia ser diferente. A melhor delas é o restaurante italiano, Jamie’s Italian, do mega famoso chef Jamie Oliver!

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O chef desenvolveu um menu especialmente para o navio com pratos italianos rústicos elaborados artesanalmente com o uso de ingredientes sazonais e promete ser a sensação do navio e da própria indústria de cruzeiros!

Mas, a Royal Caribbean não se contenta apenas com isso e promete ainda mais na cena gourmet do navio! Nesse quesito, os restaurantes especialidades vêm com tudo e tenho certeza que mergulharão fundo para entregar aquilo a que se propõe a companhia: gastronomia e serviço!

Isto porque, além dos restaurantes tradicionais que há em todos os navios, e que já estão inclusos, os restaurantes especialidades saem desse script e oferecem o que há de melhor em terra firme…

Nesse ponto, além do Jamie’s Italian, o Michael’s Genuine Pub também vem com tudo e aposta em ser o primeiro gastropub americano localizado em alto mar. A parceria com o premiado e badalado americano chef Michael Schwartz oferecerá em seu alimentos e bebidas preparadas utilizando ingredientes de alguns dos melhores produtores artesanais do mundo. É pagar pra ver, já que, quando estive em Miami no bat-local do chef, a experiência foi um deleite!

A outra novidade será o Wonderland, um verdadeiro banquete aos sentidos em um ambiente onde os chefs da Royal Caribbean misturaram suas referências culinárias em um verdadeiro caleidoscópio gastronômico para criar um cardápio extremamente criativo e inovador inspirado na história de Alice no País das Maravilhas;

Ainda em termos de inovação, o programa de jantar Dynamic Dinning proporcionará aos hóspedes um novo nível de flexibilidade, variedade e qualidade, com cinco restaurantes de cozinhas variadas incluídas durante o cruzeiro.

Além disso, a nova classe Quantum irá reinventar o tradicional jantar no restaurante principal – tão comum em navios – inaugurando não um, mas cinco restaurantes a la carte, cada um com sua própria cozinha e ambiente envolvente. Eles oferecerão aos hóspedes uma experiência mais íntima e variada em cada noite de sua viagem e, aliados a um novo sistema inteligente de reservas, proporcionarão maior liberdade aos que estiverem a bordo na hora de decidir quando, onde e com quem querem fazer suas refeições, além de também possibilitar a escolha de como se vestir. Confira os novos e exclusivos restaurantes disponíveis aos hóspedes do Quantum of the Seas:

  • American Icon Grill - nesse restaurante teremos uma retomada dos clássicos americanos, reunindo os pratos regionais mais apreciados em um menu composto por pratos da famosa comida confort-style;
  • Chic - alta cozinha contemporânea evoluída para agradar a paladares modernos e exigentes tendo como base os ingredientes mais frescos e Premium;
  • Silk - com um estilo vibrante e exótico, será o lugar onde as especiarias do Extremo Oriente trarão um novo sabor para paladares aventureiros por meio de um menu Pan-Asiático;
  • The Grande - aqui todas as noites são formais em uma verdadeira viagem a eras passadas da Europa, com pratos atemporais e clássicos.
  • Coastal Kitchen - exclusivo para os hóspedes de suítes, este restaurante mistura influências mediterrâneas com a gastronomia das fazendas da Califórnia.

O Quantum of the seas será uma nova classe de navio. Não ousa superar seus primos Allure e Oasis of the Seas em tamanho, mas seguramente promete inaugurar uma nova ordem de entretenimento e tecnologia jamais vistos em navios e na indústria da navegação de cruzeiros.

Dentre essas novidades, está o espetáculo da Broadway Mamma Mia, robôs que farão as vezes de bartenders, onde os hóspedes farão pedidos via tablets e assistirão aos bartenders robóticos prepararem os seus coquetéis favoritos de uma maneira única e muito divertida.

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Um lounge com paredes de vidro do chão ao teto se transformará em uma superfície onde serão projetadas cenas reais ou imaginárias, trazendo um espetáculo multidimensional com malabarismos batizado de Starwater. Esse mesmo ambiente será o lar de seis telas-robôs que encenarão performances surpreendentes, criando diferentes formatos ao subir e girar sozinhas ou se unir em uma grande e única tela.

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Tem carrinho bate-bate,simulador de paraquedismo, de surfe etc…

Além disso, as cabines internas serão equipadas com varandas virtuais que exibirão em tempo real a paisagem e os sons do exterior por meio de painéis de LED de 80 polegadas, garantindo que todas as cabines do navio tenham uma vista maravilhosa.

Eu vou querer embarcar nessa viagem! E você?

 

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