Fri-Sabor: doces lembranças

(9 de abril de 2015)

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Foi com nada menos que Carme Ruscalleda (única mulher três estrelas Michelin da Espanha e uma das poucas no mundo) que aprendi a combinar sabores impensados: manga e côco! Aliás, os catalães são mestres nessas misturas…

Isso parece inusitado, mas o que na Espanha é convencional?

Na falta de seu maravilhoso, esplendoroso e inesquecível Restaurante Moments (já agraciado com uma estrela Michelin, que a chef empresta sua assinatura ao lado do seu filho, Raul Balam), e, com um Atlântico separando-me da vanguarda gastronômica de Barcelona, guardo essa experiência e, sempre que posso, ao menos para recordar, refaço essa mistura quando vou à sorveteria Fri-Sabor!…

A Fri-Sabor, dispensa apresentações, uma verdadeira instituição em matéria de sorvetes em Recife! Tradição é o seu nome (mais de 50 anos de existência)! Em se tratando de sorvete de frutas não tem pra ninguém!!! Depois da repaginada que deram…, saída dos esquadros e pranchetas dos badalados arquitetos Zezinho e Turíbio Santos… Show!

E, ultimamente, com esse calor de rachar que anda fazendo em Recife, a felicidade é mesmo algo gelado, por isso, tenho me “esforçado” para redobrar minhas idas por lá!

Adivinhem qual o meu sabor favorito? Fácil essa, não?!

Manga com côco! Simples assim. Praticamente só peço esse. Alguns amigos às vezes torcem o nariz para a combinação com algumas interrogações, seguidas de interjeições… Manga com côco? Eu hein? Combina?

Mas, quando insisto que provem, rarááá, todos se rendem!!! E sempre vêm interjeições… Huuumm, delícia! Combina mesmo!

É um sabor único, uma fusão mais que perfeita! Tem atitude esse sabor! Parece que foram feitos um para o outro, algo como Romeu e Julieta…

Esqueço até dos mil e um sabores e  que estou numa sorveteria gourmet que faz umas sobremesas de sorvete na nossa frente que são de babar!!! Deliciosas tentações! E, com assinatura: de Taciana Teti e Lícia Maranhão (Nez Bistrô)…

E sempre que estou na Fri-Sabor, sou levada a rememorar essa fantástica aventura gastronômica que fiz em minha vida: Barcelona é musa dos meus sonhos gulosos, dos meus devaneios gastronômicos!!!…

Incrível como comida é capaz de despertar emoções, lembranças! Prova de que o mundo dos sentidos gastronômicos é tão fantástico e ilimitado!

FRI-SABOR GOURMET – Boa Viagem

Av. Domingos Ferreira, nº 3160
Boa Viagem – Recife – PE
Fone: 3325.0555

 

 

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Soho: um lugar que os baianos adoram amar

(4 de março de 2015)

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Salvador tem um lugar amado pelos baianos, o Soho!

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Também pudera, com uma vista dessas… Literalmente, onde a Ba(h)ía, é de Todos os Santos!…

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O projeto é super arrojado. No terraço, o chão é de vidro, o que permite, observar o vai-e-vem das ondas em baixo da construção que se debruça no mar!

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É um excelente restaurante japonês, que dialoga com a cozinha contemporânea e ousa “brincar” com elementos da terra, a exemplo desse sushi de caju e foie gras. Juro, quando li, pedi apenas pelo instinto de curiosidade e pra experimentar essa, que à primeira vista, parecia uma combinação estranha. Mas, a explosão de sabor de sabor com a qual fui acometida, deixou-me enebriada e em estado de enlevo! O melhor sushi da minha vida! Palavra de quem não brinca em serviço!!!!!

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No mais, tem sushis normais e outros “apetrechos” bem interessantes! Vou deixar as fotos aqui para  a devida conferência!…

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SOHO – SALVADOR

Av. contorno, 1010 Bahia Marina

Salvador – Bahia Brasil

F.: 71 33224554

 

R. Rubens Guelli, 135   Shopping Passeo Itaigara

Salvador – Bahia

F.: 71 34535445

 

 

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Benoit: o verdadeiro espírito de bistrô em Paris

(20 de fevereiro de 2015)

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Quando “o espírito de bistrô está presente nos pratos”*,a gente tem mesmo é que entrar no clima e pedir logo um belo de um foie gras com brioche. E quando esse foie gras evoca as mais deliciosas sensações em sua untuosidade perfeita, junto com fofíssimo e autêntico brioche, a gente sabe que deu um tiro certeiro no clássico e acertou.

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E depois aproveitar para sentir os aromas generosos com grandes promessas de um suave alho e o tilintar da incrível manteiga de ervas ainda fervente e se jogar num belo escargot!

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O cassoulet de pato também cumpre com louvor o lema de uma casa que se esmera para servir com perfeição os clássicos! Os feijões Tarbais, o celebrado  feijão dos feijões, com selo de origem do sudeste da França (Pirineus) segue a risca o dogma de que eles são obrigatórios no cassoulet, graças ao seu sabor adocicado e suave…

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Pra fechar com chave de ouro, só os autênticos profiteroles pra serem mergulhados num delicioso chocolate quente, já tão aclamados da casa! Comemos suspirando, unidos pelo memória e sensação de puro sabor!

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Estou falando do centenário Benoit, um bistrô que é absolutamente fiel aos clássicos executados de forma tradicional sem afetações, sem firulas. Direto ao ponto, extrai dos ingredientes o que eles têm de melhor, para emprestar sabor e rigor aos pratos que entrega! Uma cozinha feita pra desfrutar e apreciar o clássico!tr DSC02949

 

A trajetória virtuosa da família que criou o Benoit cedeu lugar ao selo próprio de Alain Ducase que,desde 2005, está a frente, transformado o legendário, num ainda mais sólido endereço de reputação internacional!

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Ao traspassar a porta e adentrar, outra dimensão: o verdadeiro clima de bistrô com seus veludos vermelhos, colunas de mármore, ladrilhos… A sensação de que o tempo parou e Paris está ali mais viva do que nunca!

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A garantia da companhia de um casal querido garantiram as belas lembranças…

 

*Alain Ducase, no Livro: Amo Paris – Minha Paris em 200 endereços.

 

PREÇOS: Escargot –  € 22,00; Foie Gras € 31,00; Cassoullet – €32,00; Profiterolles €15,00.

 

BENOIT

20 rue Saint Martin 75004 Paris

http://www.benoit-paris.com/

http://www.alain-ducasse.com/en/restaurant/benoit

restaurant.benoit@alain-ducasse.com

+33 (0)1 58 00 22 05

 

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Boteco Maxime: petiscos de praia e nostalgia em Recife

(3 de fevereiro de 2015)

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Falar de Recife sem falar de sua imensidão de bares de praia e botecos não tem graça!!! Seria o mesmo que esquecer de suas raízes e uma tradição que está impregnada na cultura, no hábitos de todos, de sentar , tomar um chope e petiscar. Sabe, aqueles comes e bebes, só que de petiscos praieiros?

São tantos e tão saborosos que não daria para falar de todos eles.

O Boteco Maxime é um deles! Um dos meus redutos favoritos aqui em Recife…

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Não só porque a comida é sempre extraordinária, mas também por uma relação afetiva, já que meu pai seguramente é um dos seus mais antigos frequentadores e, ir almoçar por lá, tem sabor de nostalgia para ele, já que é habitué desde 1948!!!! Isso mesmo! Merecia uma placa comemorativa, não acham? Rsrsrsrs…

O antigo e lendário Restaurante Maxime cedeu lugar ao repaginado Boteco Maxime,  e, com muita originalidade e criatividade, a ele foi incorporado o verdadeiro espírito da praia, onde os petiscos são servidos pelos garçons tal como vendidos pelos ambulantes na praia de Boa Viagem… Tudo impecavelmente executado e saboroso!! Mas, o cuidado que os atuais proprietários ainda tiveram em manter sua fachada origianal é de digno de registro.

Sempre tem gente bonita e ótimos frutos do mar em versão descontraída!!! É a versão praieira de outro estrondoso sucesso, o original BOTECO.

A seguir, um pout pourri dos meus melhores momentos por lá!!!. Uhuuu!

Tem amendoim cozido e torrado, tal como se vende na praia…

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Caldinho de feijoada na garrafa térmica… Espesso, saboroso, com diversos “apetrechos” à sua escolha: ovo de codorna, azeitona, charque e uma bela pimentinha (opicional) que não sou de ferro!!! Mas, tem outros sabores, como camarão, peixe etc…

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Camarão na bacia…

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Casquinho de caranguejo, o melhor da cidade…

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Comidas de botequim, como as impecáveis empadas (de camarão, palmito, frango, queijo etc)…

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Siri mole e polvo acebolado também marcam presença, agora no quesito petiscos praieiros!!! Mobilizam paladares!

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E quem é pernambucano da gema, sabe do que estou falando, quando a gente se refere às deliciosas agulhinhas fritas. Trata-se de um peixinho que só nada nos mares pernambucanos e tem um sabor especial e único! Nhami, nhami! Croc, croc!

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Quando quero almoçar, pedida certeira são os peixes frescos e os feitos na brasa são realmente campeões!  Me leva que eu vou! Simples assim!

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Pra sair de lá sem sobremesa, não dá, não é? Então só se abraçando na deliciosa “sobremesa das freiras”, que são os incríveis bricelets, feitos pelas monjas Beneditinas do Mosteiro de Convento de Nossa Senhora do Monte, aqui, recheados de sorvete e cobertos de calda de chocolate. Quem resiste? De comer rezando! Faz carinho na boca… E para todos rende boas histórias e lembranças!

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A tradição cinquentenária do lugar e a vista do mar do Pina já garantiriam o sucesso das (minhas) tardes de sábado e domingo, mas é também nos petiscos praieiros, que os pernambucanos dialogam com intimidade.

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BOTECO MAXIME

Avenida Boa Viagem, 21

Bairro: Boa Viagem

Telefone: 3465-1491

 

 

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Mercado de São Miguel: programa gourmet obrigatório em Madri

(27 de janeiro de 2015)

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Quando Daliana Martins (do Hall Social, blog super antenado aqui de Recife) me pediu dicas de Madri, a primeira coisa que me veio foi o Mercado de São Miguel!


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É imperdível!!! Um lugar daqueles pra gente ir várias vezes na viagem.

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Bem, trata-se de um mercado centenário, de 1916, com muita tradição e cultura arraigados em suas entranhas. Mas, o melhor, é daqueles parques de diversões pra qualquer gourmet se esbaldar!

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Tapas, tapas e tapas, cada lojinha com sua especialidade. A gente nem sabe por onde começar!

Sticks e torresmos de presunto ibérico super crocante pra começar…

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Depois, umas azeitonas gigantes recheadas com várias coisitas, com presunto, pimentões, marinadas em puro azeite. Huuuummm!

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Umas tapas com torradas e bacalhau fresco marinado em azeite… Aiiiii!

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Carpaccio de polvo…

E um mini sorvetinho pra finalizar que ninguém é de ferro.

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Mas o local tem cervejarias, lojas de pães maravilhosas, de vinho, de embutidos, de queijos, de caviar, de confeitaria, de massas, enfim, de tudo que se possa imaginar pra comer na hora, pra levar pra casa ou pro hotel!

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Um programa obrigatório em Madri.

Vão, aproveitem, se deliciem e depois me contem!

 

MERCADO DE SÃO MIGUEL

Plaza de San Miguel, s/n 28005, Madrid (+34) 915 42 49 36 (PRÓXIMO À PLAZA MAYOR)

http://www.mercadodesanmiguel.es/

Funcionamento:

Seg a qua e domingo: de 10:00 a 24:00 horas

Qui a sábado: de 10:00 a 2:00 horas

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Acarajé da Regina em Salvador: o por do sol tem ainda mais sentido

(22 de janeiro de 2015)

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O escritor Raul Lody tem razão quando fala que o acarajé só tem sentido no pôr do sol do Rio Vermelho…

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Estando in loco, na praia do Rio Vermelho, não é que a afirmação ganha ainda mais vulto e faz todo o sentido… As fotos falam por si só…

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É nesse bate ponto que a Regina e a Dinha rivalizam há tempos acerca do melhor acarajé da Bahia. E o debate é tão intenso e sério entre os baianos que as discussões podem ser comparadas ao tema religião e futebol, cada um tem o seu…

Talvez porque de tão identitária e reveladora da matriz africana dessa cozinha baiana que a questão vai ainda mais além do sentido gastronômico, para ganhar status de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro (Iphan).

O tom dourado do acarajé fritando seduz nosso olfato e une todos, baianos e forasteiros, em torno do tabuleiro da baiana!

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Eu tenho o meu predileto e, nesse quesito, o acarajé da Regina não tem pra ninguém!

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Regina

EndereçoLargo de Santana, s/nº – Rio Vermelho – Salvador

Telefone: (71)3232-7542

Como chegar

 

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Frenchie: comida autêntica, direta e aconchegante em Paris

(15 de janeiro de 2015)

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Ah, se eu tivesse um bistrozinho assim aqui em Recife…

Eu ia viver lá, não tenho dúvidas!

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O Frenchie do chef Gregory Marchand é daquele tipo de lugar minúsculo que, sabe faz da gente, um entre e fique a vontade! Moderninho, minimalista, mas aconchegante o suficiente para nos abraçar com o ambiente à meia luz e nos pegar pelo estômago definitivamente!

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E assim, é que fui feliz no Frenchie, com a bela pedida de barriga de porco com cogumelos e limão…

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O frango com nabos e folhas de brócolis ao pomelo (uma espécie de laranja) que se seguiu, atestam a marca registrada do chef de mesclar na sua cozinha francesa, cítricos, picles e chutneys… Notável!

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Cavala e anchovas defumadas com abacate foram a opção do meu marido para a entrada. Não menos deliciosas estavam!

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O clássico toma cores formas e novas proporções e pode tornar-se ainda mais instigante com essa baba au rhum, pérolas de tapioca e coco de sobremesa…

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Meu marido também foi certeiro quando escolheu uma das mais famosas sobremesas da casa, o Brillat Savarin cheese cake, com hibsicus, sorvete de laranja vermelha e azeitonas negras. Hum!

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O menu muda com a estação e os produtos do mercado, o que aliás, como obssessão em toda boa mesa francesa, no Frenchie, não poderia ser diferente… Base francesa, comida simples, direta, autêntica e aconchegante feita para desfrutar.

No final, ao perceber que eu estava fotografando, uma das meninas do salão veio perguntar de onde eu era e, puxando conversa, conseguiu extrair de mim o  meu ofício de autora de blog… Deu meia volta e presenteou-me com a listinha dos endereços preferidos do chef em Paris! Fui apresentada à “sua” Paris pelo próprio chef…  Belo presente! O melhor: a constatação de que muitos dos restaurantes prediletos do chef, estão na minha lista de desejos ou onde eu já estive… Compartilho com vocês!

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E eu tive sorte de conseguir uma reserva, o que, segundo os sites de crítica gastronômica mundo afora, é tarefa olímpica, rsrsrs… Mas se você não tiver a mesma sorte que eu tive, vai num dos dois restaurantes que o chef mantém na mesma rua, um em frente ao outro. O Frenchie Bar à Vins ou o Frenchie to Go. O primeiro, ba-da-la-dér-ri-mo e lo-ta-do, com ares de comida francesa moderninha; e o segundo, bem que poderia ter um sotaque americano, com sanduíches de pastramis e afins. Ambos atestam a fama e o sucesso do sucesso de um dos chef mais aclamados em Paris na atualidade!

 

Preços: menu com entrada + principal + sobremesa = €45,00 por pessoa, sem bebidas.

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5, rue de Nil (2nd)
Tél: 01 40 39 96 19

http://www.frenchie-restaurant.com/

 

Frenchie to Go

9 rue du Nil – 2ème

http://www.frenchietogo.com/

 

Frenchie Bar à Vins

6 rue du Nil – 2ème

http://www.frenchie-restaurant.com/menu_bar_fr

 

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Brasserie Balzar: intelectualidade e clássicos de brasserie em Paris

(8 de janeiro de 2015)

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Ele está ali desde 1886, ao lado da Universidade de Sorbonne. Passaram e passam por suas mesas intelectuais, professores, filósofos, artistas, escritores, toda a intelectualidade francesa. Sartre, Camus e Beauvoir eram cadeiras cativas a debater o futuro do país…

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O acaso nos levou a esse lugar que temos como cativo quando estamos em Paris, já que, certa vez, chegando tarde na cidade, fomos procurar um local aberto para comer… Só havia ele… Desde então nos juntamos a eles e sentimos os ares da época de ouro de Paris… Está tudo lá, como sempre foi…

O lugar é tradicional e ainda respira esses ares…

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A comida também é tradicional e bem feita à base de clássicos de brasserie. Sim, pode haver locais mais abalizados, mais finos ou mais gastronômicos, mas, seguramente, não haverá momentos mais nostálgicos, além, claro, de boa comida.

As mesas são minúsculas e coladas umas nas outras, mas o serviço atencioso e cortês supera o fato.

A porçãozinha de escargot é sempre uma experiência!

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O steak tartar é preparado na frente do cliente e deixa a gente com as papilas gustativas ativadas, salivando…

O steak bernaise é bem feito!

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E tudo sempre termina muito bem com o Pain Perdu!

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BRASSERIE BALZAR

49 rue des Ecoles

75005 Paris

Phone number: +33 (0)1 43 54 13 67

Metro : Cluny – La Sorbonne, Maubert-Mutualité (L 10)

http://www.brasseriebalzar.com/en/

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Exclusivo: Tempere sua Viagem entrevista Joan Roca, do El Celler de Can Roca, eleito o melhor restaurante do mundo em 2013!

(30 de dezembro de 2014)

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Vamos combinar? O cara, além de ser o melhor chefe do mundo, de cozinhar divinamente, de ter um restaurante lindoooooooo, o El Celler de Can Roca (eleito em 2013, pela Revista Restaurant, o melhor do mundo!), encantador e de ofertar generosidade e sabor aos seus comensais, o cara é super simpático e carismático! Um verdadeiro gentleman!

Já estive em seu restaurante (VEJA AQUI) e posso atestar que o que vi e comi só carimbaram minha memória inesquecivelmente.

Aliás, nessa entrevista só constatei as impressões que tive naquela passagem pelo restaurante quanto à simpatia de Joan Roca, quanto a seus irmãos, também Chef Patisserie (Jordi Roca) e Sommelier (Josep Roca) no El Celler de Can Roca.

Foi num clima de conversa, de bate-papo bem articulado, durante o evento do G11, o mega encontro/reunião anual das maiores estrelas da gastronomia mundial, em São Paulo, que Joan Roca, gentilmente me concedeu uma entrevista.

 

TEMPERE – Como você vê a gastronomia brasileira no panorama da cozinha mundial?

JOAN – Hoje podemos ver que (no Brasil) há uma base de talentos, que há muitos talentos. Hoje estão todos juntos. Eu conheço alguns desses cozinheiros em separado, mas ver que estão todos juntos, que falam que dialogam e que, além disso, dialogam com pequenos produtores, que são conscientes de seu papel na sociedade brasileira. Isto me dá muita alegria, porque me faz pensar que isso vai ser uma revolução importantíssima.

Eu creio que (o Brasil) é um país com uma riqueza e uma diversidade de produtos incríveis, com uma grande cultura gastronômica popular. Isto é de grande valor. Tenho claro isto. E uma das grandes conclusões do dia de hoje (do G11)  é ver a conexão, a cumplicidade entre eles., com Alex (Atala) como líder. Há que saber assumir esse papel: a generosidade entre os demais vai trazer benefícios ao povo. Isso me faz pensar que (o Brasil) é uma potência gastronômica de primeira grandeza. Já estava convencido disso e hoje vi isso muito claro.

TEMPERE – Como você vê uma diversidade cultural tão grande no Brasil, onde cada região tem a sua cozinha própria, muito particular?

JOAN – Calor, quando falo de diversidade e de riqueza cultural gastronômica, refiro-me a isso, de que não há uma cozinha brasileira única. Não é fácil de sintetizar. Isso é muito bom, porque há muitas (cozinhas) e isso dá a eles ferramentas criativas, porque o cozinheiro moderno, o que quer expor valor à sua cozinha, quando tem uma cozinha rica e diversa para buscar criatividade, para ser criativo, tem uma grande vantagem. Essa é grande vantagem dos cozinheiros, a diversidade cultural.

TEMPERE Você conhece a gastronomia do Nordeste do Brasil? É muito particular, totalmente diferente…

JOAN – Não conheço. Nós, que vemos de fora, não temos ideia. Só estive no Rio, aqui em São Paulo… Só sei que tenho que voltar que vir com tempo, que viajar todo o Brasil e farei, porque isso me interessa. Interessa muito voltar…

Eu invejo os produtos, a diversidade, a riqueza do país, a dimensão, tudo isso é espetacular. E para cozinheiros como nós que estamos em lugar que pensamos que é o umbigo do mundo, quando viajamos vemos que temos que nos dar conta de que não. Temos então que ser humildes e dizer: cuidado, que há muito e muito boas coisas e o Brasil é um grande exemplo de cultura gastronômica.

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Pierre Hermé x Ladurré: quais os melhores macarrons de Paris?

(17 de dezembro de 2014)

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Paris é mesmo doce!

E na terra da confeitaria, parece clichê dizer que come-se doces como se estivesse nos seus céus… Mas é lá que a doçaria faz ainda mais sentido…

Não por acaso, é lá que nasceram os macarrons. Esse fantásticos doces, se assemelham ao nosso suspiro, mas levam farinha de amêndoa e forma uma espécie de sanduichinho doce com recheios dos mais variados possíveis… Coisa para food-lovers (amantes de comida)!!!!

Aiiii, aquela casquinha quebradiça que a primeira mordida faz romper e promover um encontro com seu recheiozinho mais que cremoso e aveludado, traduz, nesse momento o meu desejo de estar em Paris nesse momento….

Além disso, o colorido é de encher o olhos e instigar os sentidos para se preencher o palato com o que há de mais sublime…

Pierre Hermé e Ladurée protagonizam os melhores da cidade, na minha opinião!

Os da Ladurée, um pouquinho mais doces, mas mesmo assim, enebriantes. Já os de Pierre Hermé, um delírio!

E, claro, na cidade-Luz sempre dou meu jeitinho de provar dos dois… rsrsrsrsrs… Só para me certificar que os melhores, na minha opinião, são mesmo os de Pierre Hermé!

 

PIERRE HERMÉ

72 rue Bonaparte 75006 Paris

4 rue Cambon 75001 Paris

39 avenue de l’Opéra 75002 Paris

18 rue Sainte-Croix-de-la-Bretonnerie 75004 Paris

E OUTROS ENDEREÇOS

http://www.pierreherme.com/

 

LADURÉE

16-18 rue Royale
75008 Paris

75, avenue des Champs Elysées

75008 Paris

13, rue Lincoln

75008 Paris

E OUTROS: https://www.laduree.com/en_int/

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Entrevista Exclusiva: Gastón Acurio, o mega chef peruano, fala ao Tempere sua Viagem!

(23 de novembro de 2014)

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Em termos de gastronomia no mundo, o Peru é, sem dúvida, a bola da vez, está, literalmente, na moda!

Tudo isso se deve a um homem o mega chef e chanceller Gastón Acurio!

Lá, seu nome e seu rosto estão por todo lado. Só se fala nele, só se fala em sua cozinha. O über chef é celebridade e se confunde mesmo com o peruvian food (cozinha peruana) e está tanto na boca do povo, das publicações especializadas, na imprensa internacional, na TV, nos jornais, nas rodas sociais, assim como o futebol está para os brasileiros. Sua imagem está indissociavelmente associada ao Peru.

A minha mente inquieta se questiona porque Acurio logrou tanto êxito em associar sua terra natal à gastronomia. Algumas coisas me ocorrem.

Em primeiro lugar, é um visionário. É, sem dúvida, um visionário!!! Sua genialidade consiste exatamente em mostrar ao mundo algo que o diferencia de outras culturas, a ponto de fazer o mestre dos mestres, Ferran Adriá, afirmar que o futuro da gastronomia está no Peru.

Sim, Gastón saiu de casa, olhou para seu país de fora e depois voltou-se para dentro dele, mostrou ao mundo sabores exóticos, inexplorados, únicos, que para todo o mundo soam exóticos. Sim, trouxe técnicas da alta gastronomia e as aplicou aos legítimos sabores de casa! Mas também conferiu p devido valor às técnicas originárias de seu país. Soube como ninguém vender, literalmente, seu peixe!

Mas há outra coisa que talvez pouco se fale, mas que é preciso ouvi-lo para entender. A sua sabedoria e seu tino estão no fato de que soube arquitetar, com indubitável altruísmo, um conjunto de ações para valorizar sua matéria prima, os tesouros que só ali há! E isso engloba a valorização das técnicas milenares e artesanais de obtenção dos produtos e preservação dessas tradições face à automação e a industrialização. Com maestria aquilatou e estimou os produtos autóctones e nativos, além de voltar e centrar todos os seus esforços para o pequeno produtor, para a pesca,  reconhecendo o trabalho daqueles por quem essa riqueza chega às mesas e sem os quais isso não seria possível.

O resultado está aí para o mundo ver!

Assim, entrevistá-lo foi, mais que um ofício de cumprir pauta para o blog, foi sim, um aprendizado e uma honra!

 

TEMPERE – Como você vê a gastronomia brasileira no contexto da América Latina?

ACURIO – Bom, como disse Alex (Atala), há um território comum em que a divisão não é da natureza, não é da história, é da política. Muitos dos produtos (peruanos e brasileiros) são os mesmos. Os desafios são os mesmos. Há problemas que se enfrentam, que também são os mesmos. Então o cozinheiro tem a oportunidade de participar desse processo.

Em segundo lugar, o caso concreto do Brasil, que também é uma sociedade multicultural, de uma grande diversidade, que está conquistando o coração dos brasileiros através de sua cozinha, com os cozinheiros se unindo cada vez mais para trabalhar por um objetivo comum.

Isto é o que está acontecendo em toda a América Latina. A comunidade de cozinheiros está trabalhando junta, não só nos países, mas entre os países. Isto é muito importante porque afinal temos que construir uma imagem ao mundo da América Latina, obviamente cada um em seu país. Uma América Latina que é um território charmoso para visitar, para viver, para compartilhar, para experimentar, para descobrir. E a cozinha é uma das ferramentas mais poderosas para conseguir isso. O Brasil tem tudo isso e já está trabalhando para isso. É por isso que estamos aqui todos juntos, conversando sobre os mesmos temas. O que falamos aqui, praticamente poderia ser o mesmo discurso no Peru.

 

TEMPERE – Você conhece as diversidades multiculturais brasileiras? Cada região tem a sua particularidade? Como você enxerga esse caldeirão multicultural? E como você entende que se possa construir uma gastronomia brasileira tendo tanta diversidade?

ACURIO – Isso não é defeito, é uma virtude! É uma soma de diferentes cozinhas que se expressam de maneiras distintas que assumem um território, que assumem um sentimento, que assumem uma história, mas essa diferença, por sua própria particularidade. Mas o mágico que faz e que cada dia, pode-se viver uma experiência, outra experiência, outra e outra… Então, não se trata de unificar em uma única cozinha, se trata de vitalizar e fortalecer cada uma dessas cozinhas.

 

TEMPERE – Sou do Nordeste do Brasil, sou de Pernambuco. Você conhece a cozinha nordestina, que é muito particular?

ACURIO – Me encantaria conhecê-la. O trabalho é justamente este. São os cozinheiros de tua terra que têm que sair ao mundo a dar a conhecer a sua cozinha.

 

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