Sushi Yoshi, o queridinho de Recife, agora repaginado!

(25 de novembro de 2014)

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No início de novembro quando estava no G11, encontro anual dos chefs mais influentes do planeta, conversava com André Saburó, também convidado ao evento, sobre as novidades do (novo) Sushi Yoshi que acabara de ser reinaugurado.

A notícia que todos reverberam na cidade, a união de Saburó e seu tio o seu Yoshi, é para se comemorar! Afinal, são dois dos maiores gigantes da cozinha japonesa que se somam para tornarem-se uma dupla imbatível. Tudo isto graças à trajetória de virtuosa de Saburó e ao pioneirismo em termos de cozinha japonesa de seu Yoshi, aliados ainda à sua experiência e ao seu carisma!

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Pois bem, se o Sushi Yoshi já era meu reduto e de meio mundo de pernambucanos, agora é que ficou bom mesmo! Afinal, a ideia que Saburó me contou é a de que, lá, a cozinha japonesa tradicional vai prevalecer, com todo o repositório de receitas clássicas. É o retorno às origens, o que seu Yoshi sabe fazer como mestre!

Já estive lá semana passada para conferir as novidades e o que vi, foi suficiente pra vir correndo contar aqui no blog e atestar que estamos falando de outro patamar! O espírito japonês literalmente presente no prato!

O ambiente ficou mais charmoso, mais aconchegante, mais classudo! Paredes em tons de fendi, luminárias modernas, sem abandonar as referências japonesas…  Tudo alinhado com a nova concepção da casa.

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No quesito sushis, literalmente, comi suspirando o sushi de barriga de atum!!!! Consistência sedosa, arroz que enobrece sabores.

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Como na casa, nada é óbvio, a colina de atum selado com molhinho especial à base de cebolinhas e alho frito são mesmo um prazer raro! A crocância do alho e do gergelim arrematam a combinação de texturas!

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Outro que se destaca e faz a gente desejar voltar muitas vezes, é o Yokubou, onde camarões e salmão são selados e deitados sobre molho especial de gengibre e saquê…

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Bem, o que  vi é uma íntima relação com a cozinha japonesa, feita para desfrutar e, com uma criação além do visual!

Voltarei muitas vezes!

 

PREÇOS: Yokubou – R$ 38,70; Colina de atum – R$ 54,60.

SUSHI YOSHI

Rua Padre Luiz Marques Teixeira, 155
Boa Viagem Recife – PE

(81) 3462.2748 / 3342.3705
www.sushiyoshi.com.br

 

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Ferran Adriá, o mais icônico chef do mundo, em entrevista exclusiva ao Tempere sua Viagem!

(20 de novembro de 2014)

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Já falei aqui sobre a minha participação na reunião do G11 , sobre o fato de ter sido o único blog a ter acesso ao encontro, sobre a importância do G11, que reúne os chefs mais aclamados do mundo etc etc etc.

Na reunião anual desses monstros da gastronomia, eles estavam super à vontade, era uma reunião mesmo e não um congresso de gastronomia.

Foi nesse clima que pude entrevistar todos os chefs presentes, dentre eles, o über chef Ferran Adriá, o mais icônico e revolucionário de todos os tempos, cujas criações o imortalizaram quando comandava o extinto restaurante El Bulli e, por muitos anos, foi o melhor restaurante do mundo! Apenas os jornalistas mais abalizados e influentes do mundo gastronômico conseguiram esse intento. Um feito então para o Tempere sua Viagem, não?

Esse gênio mudou a concepção de alta gastronomia e foi um dos chefs que mais criou técnicas culinárias de todos os tempos! No seu extinto restaurante El Bulli, ele quebrou tabus trouxe o conceito de felicidade às refeições!

A seguir a entrevista, que foi um bate-papo informal, breve, sobre gastronomia brasileira,  mesmo porque o cenário não permitia uma longa conversa…

Eis a entrevista…

 

TEMPERE – Ferran, como você posiciona a gastronomia brasileira hoje no cenário internacional?

FERRAN – Se falarmos dos últimos  5 anos, o Brasil evoluiu muito . Tenho vindo nos últimos 10/12 anos aqui ao Brasil e vejo claramente uma evolução. O Brasil tem dado passos importantes e todo mundo ganhará. Há que se ter paciência nesse processo evolutivo, mas, no entanto, aqui todo quer correr muito.

 

TEMPERE – Como você vê o futuro do Brasil no cenário gastronômico internacional?

FERRAN – Vai depender dos brasileiros e brasileiras. Tem um futuro fantástico. Mas, há que entenderem que muita competitividade. E também tem um longo trabalho pela frente. Mas a evolução é evidente.

 

TEMPERE – Dos produtos brasileiros, quais os que você aprecia?

FERRAN – São maravilhosos! Na Espanha, olhamos muito para a cachaça (risos e um brinde, erguendo sua caipirinha). Trazemos sempre a cachaça do Brasil, pois é um produto único que vocês só têm aqui.

 

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Novo navio Quantum of the Seas terá Restaurante de Jamie Oliver e mais outras maravilhas gastronômicas (e tecnológicas também)!

(16 de novembro de 2014)

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*Fotos cedidas pela Royal Caribbean

 

A Royal Caribbean não para de se reinventar. A próxima mega ultra cartada deles é o  lançamento de um novo navio, o Quantum of Seas.

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O mega lançamento do ano que faz seu primeiro cruzeiro agora em novembro de 2014, traz muitas novidades em todos os quesitos! Em termos de gastronomia, não poderia ser diferente. A melhor delas é o restaurante italiano, Jamie’s Italian, do mega famoso chef Jamie Oliver!

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O chef desenvolveu um menu especialmente para o navio com pratos italianos rústicos elaborados artesanalmente com o uso de ingredientes sazonais e promete ser a sensação do navio e da própria indústria de cruzeiros!

Mas, a Royal Caribbean não se contenta apenas com isso e promete ainda mais na cena gourmet do navio! Nesse quesito, os restaurantes especialidades vêm com tudo e tenho certeza que mergulharão fundo para entregar aquilo a que se propõe a companhia: gastronomia e serviço!

Isto porque, além dos restaurantes tradicionais que há em todos os navios, e que já estão inclusos, os restaurantes especialidades saem desse script e oferecem o que há de melhor em terra firme…

Nesse ponto, além do Jamie’s Italian, o Michael’s Genuine Pub também vem com tudo e aposta em ser o primeiro gastropub americano localizado em alto mar. A parceria com o premiado e badalado americano chef Michael Schwartz oferecerá em seu alimentos e bebidas preparadas utilizando ingredientes de alguns dos melhores produtores artesanais do mundo. É pagar pra ver, já que, quando estive em Miami no bat-local do chef, a experiência foi um deleite!

A outra novidade será o Wonderland, um verdadeiro banquete aos sentidos em um ambiente onde os chefs da Royal Caribbean misturaram suas referências culinárias em um verdadeiro caleidoscópio gastronômico para criar um cardápio extremamente criativo e inovador inspirado na história de Alice no País das Maravilhas;

Ainda em termos de inovação, o programa de jantar Dynamic Dinning proporcionará aos hóspedes um novo nível de flexibilidade, variedade e qualidade, com cinco restaurantes de cozinhas variadas incluídas durante o cruzeiro.

Além disso, a nova classe Quantum irá reinventar o tradicional jantar no restaurante principal – tão comum em navios – inaugurando não um, mas cinco restaurantes a la carte, cada um com sua própria cozinha e ambiente envolvente. Eles oferecerão aos hóspedes uma experiência mais íntima e variada em cada noite de sua viagem e, aliados a um novo sistema inteligente de reservas, proporcionarão maior liberdade aos que estiverem a bordo na hora de decidir quando, onde e com quem querem fazer suas refeições, além de também possibilitar a escolha de como se vestir. Confira os novos e exclusivos restaurantes disponíveis aos hóspedes do Quantum of the Seas:

  • American Icon Grill - nesse restaurante teremos uma retomada dos clássicos americanos, reunindo os pratos regionais mais apreciados em um menu composto por pratos da famosa comida confort-style;
  • Chic - alta cozinha contemporânea evoluída para agradar a paladares modernos e exigentes tendo como base os ingredientes mais frescos e Premium;
  • Silk - com um estilo vibrante e exótico, será o lugar onde as especiarias do Extremo Oriente trarão um novo sabor para paladares aventureiros por meio de um menu Pan-Asiático;
  • The Grande - aqui todas as noites são formais em uma verdadeira viagem a eras passadas da Europa, com pratos atemporais e clássicos.
  • Coastal Kitchen - exclusivo para os hóspedes de suítes, este restaurante mistura influências mediterrâneas com a gastronomia das fazendas da Califórnia.

O Quantum of the seas será uma nova classe de navio. Não ousa superar seus primos Allure e Oasis of the Seas em tamanho, mas seguramente promete inaugurar uma nova ordem de entretenimento e tecnologia jamais vistos em navios e na indústria da navegação de cruzeiros.

Dentre essas novidades, está o espetáculo da Broadway Mamma Mia, robôs que farão as vezes de bartenders, onde os hóspedes farão pedidos via tablets e assistirão aos bartenders robóticos prepararem os seus coquetéis favoritos de uma maneira única e muito divertida.

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Um lounge com paredes de vidro do chão ao teto se transformará em uma superfície onde serão projetadas cenas reais ou imaginárias, trazendo um espetáculo multidimensional com malabarismos batizado de Starwater. Esse mesmo ambiente será o lar de seis telas-robôs que encenarão performances surpreendentes, criando diferentes formatos ao subir e girar sozinhas ou se unir em uma grande e única tela.

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Tem carrinho bate-bate,simulador de paraquedismo, de surfe etc…

Além disso, as cabines internas serão equipadas com varandas virtuais que exibirão em tempo real a paisagem e os sons do exterior por meio de painéis de LED de 80 polegadas, garantindo que todas as cabines do navio tenham uma vista maravilhosa.

Eu vou querer embarcar nessa viagem! E você?

 

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Tempere sua Viagem, único blog no evento do G11, que reúne os chefs mais icônicos do planeta

(13 de novembro de 2014)

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Genteeeee, preciso contar os detalhes da novidade do ano aqui do blog, a que contei por alto no último post: o Tempere sua Viagem foi o ÚNICO blog a ter acesso ao G11 International Boarding Meeting SP, evento que reúne o grupo dos 11 chefs mais influentes do mundo!

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Um evento que muitas pessoas gostariam de estar e que é restritíssima a entrada de jornalistas. Apenas poucos dos mais influentes no mundo da gastronomia, tiveram acesso!… O que lá é discutido reverbera no mundo todo! O vôo é alto, altíssimo, aliás!!!! Dá pra notar a necessidade de celebração dessa conquista do blog, não?

Para vocês terem uma ideia da dimensão dessa novidade, preciso explicar que o G11 é presidido por nada mais nada menos do que Ferran Adriá, do extinto e lendário Restaurante El Bulli, o mais icônico e revolucionário chef do planeta! Além dele, fazem parte do G11, chefs do quilate de Joan Roca (El Celler de Can Roca), Gastón Acurio (Astrid y Gastón e outros do Peru), Alex Atala (DOM), Michel Bras, Yukio Hattori e outros, todos presentes. Outras feras, como Rene Redzepi (NOMA), Enrique Olvera, Heston Blumenthal também fazem parte da seleta list.

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É uma reunião anual fechadíssima, onde eles se encontram para debater o FUTURO da gastronomia mundial sobre o enfoque de um tema, que este ano foi Biodiversidade e relação com pequenos produtores.

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A reunião ocorre anualmente em um dos países de um dos 11 chefs. Este ano foi no Brasil por causa de Alex Atala, anfitrião da vez. Além dos 11 chefs, como disse, pouquíssimas e seletas pessoas podem ter acesso ao evento, dentre jornalistas e chefs brasileiros e de outras nacionalidades, num total de 50 a 70 pessoas, mais ou menos. E deve ser assim mesmo, já que os chefs estão numa reunião de trabalho, num debate e não num congresso de gastronomia…

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Nesse clima mais informal e descontraído, pude entrevistar os chefs (todos eles!), Ferran Adriá, Gaston Acurio, Joan Roca, Michel Bras, Rodolfo de Gusmán etc e conversar sobre gastronomia brasileira, sobre o posicionamento da nossa gastronomia no cenário mundial, sobre o fascínio pelos produtos brasileiros, dentre muitas outras coisas, em entrevistas que vou aos poucos colocando aqui no blog…

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Fui convidada pelo Basque Culinary Center, que também era uma das anfitriãs e organizadoras do evento, e é a mais relevante, ousada e prestigiada faculdade de gastronomia no mundo hoje, cujo G11 faz parte do Conselho Assessor da faculdade. Por isso, preciso agradecer publicamente a deferência e oportunidade! Gracias, thanks, obrigada!!!

Os chefs estavam super à vontade, sem formalismos, confortavelmente numa conversa, uma espécie de reunião e debates intensos e aprofundados sobre o tema escolhido e a preocupação intensa com o futuro do planeta. A relação íntima da natureza e o que a biodiversidade tem a oferecer aos seres humano através do alimento e do que, em consequência, é ofertado à mesa!

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Ferran Adriá era um dos mais entusiastas, suas ideias, reverenciadas e sempre com acréscimos pertinentes e elevadíssimos. Gastón Acurio falou de sua experiência de valorização do pequeno produtor agricultor ou pecuarista, do pequeno pescador, valorização desse elemento essencial na cultura peruana, com isso, do fomento à criação de um sentimento de orgulho na população da sua gastronomia e de seus produtos. E assim, também revelaram suas ideias Joan Roca, Michel Bras etc…

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Afinal, a atividade do chef, do cozinheiro está inexoravelmente ligada à natureza e ao que ela pode ofertar como alimento. É uma relação, a meu ver, quase simbiótica, cujo ofício alimenta corpo e alma, traz vida e, porque não, mobiliza paladares!

Esses gigantes da gastronomia mundial perceberam isso e estão engajadíssimos na preservação da natureza. Não se trata da pretensão de, sozinhos, salvarem o planeta, mas de contribuir com o intento de preservar ao máximo a biodiversidade para as futuras gerações.

A proteção à biodiversidade é foco, através de elaboração e criação de pratos, cujos produtos e produtores respeitem a natureza, promovam e mantenham diversas espécies.

Além do tema sustentabilidade, outro viés foi abordado, qual seja, a relação com pequenos produtores e a busca de sabores autênticos. A demonstração explícita de que eles, através de um manejo sustentável e de pesquisas científicas, podem sim, contribuir decisivamente na apresentação de alimentos, não só mais saudáveis, como na exploração e descoberta de novos produtos. Um dos exemplos expressivos no Brasil, é o caso do fomento à produção de um pequeno produtor de arroz, o Chicão Ruzene, que voltou toda a sua força de trabalho e investiu em pesquisa para desenvolver espécies de arroz exóticas e genuinamente brasileiras, incentivados por Alex Atala e utilizados no seu restaurante, o DOM.

Com isso, foi possível vislumbrar outra vertente de atuação do G11, a da responsabilidade social, contribuindo para a melhoria da vida de pequenos produtores e, consequentemente do seu entorno, através da sensibilidade de identificar e estabelecer esses contatos, utilizar esses produtos em suas criações culinárias, demonstrando a ferramenta de transformação da sociedade.

Também vieram à tona as descobertas de espécies de vegetais que não se tem tradição culinária na sua utilização, mas que, seguramente, servem de alimento e alimento saboroso inclusive, aproveitando o que a natureza oferta de mais especial.

Ficou claro, ademais, que os cozinheiros, enquanto elemento cultural ativo e parte da cultura de um povo, têm ainda obrigação de fomentar desenvolver a identidade gastronômica de seu entorno, de seu povo, de seu país, seja resgatando antigas receitas, seja anunciando ao mundo sua riqueza culinária e produtos autóctones e nativos, seja, desenvolvendo novas receitas, seja ainda ensinando e disseminando suas descobertas e ensinamentos gastronômicos.

Outro chefs convidados também falaram sobre suas experiências nesse sentido, como o brasileiro Wanderson Medeiros do Picuí (Alagoas) e Rodolfo Guzmán, do Boragó, no Chile…

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No dia seguinte à reunião, ainda dentro da agenda do G11, um coquetel e a apresentação ao grande público do Congresso de Gastronomia Mesa Tendências, da Revista Prazeres da Mesa, das conclusões dos debates do dia anterior…

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O que eles falam, sobretudo no G11, será reverberado no mundo todo e, seguramente terá o peso de influenciar jovens  e maduros chefs ao redor do globo, mudando uma atitude mental e de trabalho dessas novas gerações. Sobretudo, revela, em última análise, sua paixão pela comida, que, em essência, é vida, é Criação!

Indubitavelmente, uma forma de dizer e declarar o amor pelo alimento, pela natureza, de dizer ame mais e cuide mais!

Foi um aprendizado enorme e um privilégio, ouvir essas feras em que a gente se inspira e constrói nossas referências culinárias. Foi indescritível o aprendizado e a conscientização de que podemos fazer melhor pelo nosso planeta, pela nossa mesa, pelo que nos nutre e alimenta corpo e alma!

Ficou claro que o Brasil tem tesouros gastronômicos inestimáveis, cujo valor temos obrigação de nos orgulhar e divulgar!

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Os chefs pernambucanos Bruno Didier e André Saburó e o blog Tempere sua Viagem no G11, reunião dos chefs mais influentes do mundo.

(5 de novembro de 2014)

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Os chefs pernambucanos André Saburó e Bruno Didier e o Tempere sua Viagem (euzinha!) estivemos neste domingo, em São Paulo, na seleta reunião do G11, o grupo dos 11 chefs mais influentes do mundo.

Estar presente nesse evento, a convite do Basque Culinary Center foi uma honra e um privilégio, já que, no evento, os chefs falaram sobre os rumos da gastronomia, relação com a biodiversidade e pequenos produtores, num aprendizado de nível elevadíssimo, como em poucos e seletos eventos no mundo da gastronomia mundial.

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Vou contar ao longo da semana tudo o que aconteceu, os debates, as reflexões, a importância do evento, as entrevistas que fiz com Ferran Adriá, Gastón Acurio, Joan Roca, Michel Brás, Joxe Mari Aizega, diretor do Basque Cunlinary Center.

Super importante registrar é o prestígio desses nossos chefs Bruno Didier e André Saburó, cujos anfitriões foram nada menos que o Basque Culinary Center, Alex Atala e Ferran Adriá.

Bruno, não canso de falar aqui no blog, vale ouro, tem um talento e um brilho intensos, coroados pelas suas passagens pelo El Bulli e Tickets (dos irmãos Ferran e Albert Adriá). Saburó, é um baluarte e embaixador da gastronomia pernambucana, uma referência! Nada mais merecido!

O Conselho Assessor Internacional do Centro Culinário Basco (Basque Culinary Center), mais conhecido como G11, que reúne os 11 chefs mais influentes do mundo. Gente do quilate de Alex Atala, Joan Roca, Gastón Acurio, Rene Redzepi, que está sob a presidência de Ferran Adriá, reúne-se anualmente e debate sobre os novos rumos da gastronomia.

O Basque Culinary Center é uma dos mais importantes universidades de  gastronomia do mundo, uma referência internacional no ensino da gastronomia e inovação culinária, que, de tão importante e inovador, está chancelado pelo Conselho Assessor dos mais importantes chefs do mundo!

 

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Festival Gastronômico chega a sua 13ª edição com grandes chefs

(28 de outubro de 2014)

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O Festival Gastronômico de Pernambuco, evento que faz parte do calendário oficial do Governo de Pernambuco, realiza, a partir do dia 29 de outubo, a etapa de restaurantes, que terá como tema Sabores Retrô da cozinha Brasileira.

Este é o momento que cada restaurante recebe um chef convidado, que elabora um cardápio exclusivo para o evento, que mescla ingredientes regionais, com produtos produzidos em suas cidades de origem

Eu já escolhi os meus favoritos!!! E você?

Confira os participantes:

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O Festival Gastronômico de Pernambuco (FGPE) foi idealizado pela Promo-PE, dos empresários Ana Lins, César Santos e Márcio Sena, com objetivo de realizar o intercâmbio entre chefs do Brasil e do exterior e a cultura gastronômica de Pernambuco. O evento, que em 2014 chega a sua 13ª edição, faz parte do calendário oficial de eventos do Governo do Estado de Pernambuco e tem como co-realizadora a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança (ARBL).

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Remanso do Bosque (Belém): cozinha autoral da amazônia!

(26 de outubro de 2014)

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Qual a sua cozinha?

Essa é a pergunta que me faço sempre que viajo para conhecer novos restaurantes…

A dos hermanos (irmãos) Thiago e Felipe Castanho, executada no Remando do Bosque, é a cozinha do Brasil!

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Dizer isto seria dizer tudo e ao mesmo tempo dizer o óbvio. Um risco de reduzir à mera redundância…

Ela é mais que isso, é uma cozinha de origem, de paixão pelo ingrediente mais autêntico que eles têm nas mãos, a cozinha amazônica. Uma celebração à cozinha brasileira!!! É uma fidelidade às suas raízes, ao seu país.

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Mas essa pergunta seria melhor respondida se a resposta fosse que, através da cozinha, pode-se conhecer as pessoas, através de sua expressão culinária, que é a expressão máxima do seu amor, de se doar através do alimento.

A arte está precisamente em transformar a pedra bruta em sabores originais, com pinceladas contemporâneas, viés autoral, permeados de talento e maturidade!

Assim é que nas mãos dos Castanhos, a cozinha típica ganhou selo e características próprias. Um black label (selo preto), eu diria. E suplantou todas as fronteiras… Ganhou o Brasil e o mundo… As reportagens, prêmios (internacionais, dentre eles, figurar no número 34, na lista dos 50 Melhores da América Latina) não negam a fama espalhada aos quatro ventos…Tudo isso está causando um rebuliço no metier gastronômico internacional, capaz de alçar os chefs-irmãos ao estrelato! E a responsabilidade de estar protagonizando a escrita das novas linhas da moderna cozinha brasileira….

Soam como surpresa ao nosso paladar, os sabores ingredientes do terroir amazônico do menu degustação da casa…

Tacacachaça é o primeiro aperitivo, numa alusão ao tradicional prato tacacá. Aqui, de maracujá com folhinhas de jambu, a tal erva que deixa a língua dormente…

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O beiju ultra crocante e quentinho faziam a incrível manteiga aromatizada com tucumã se desenhar, derretendo sobre ele. Não saberia eleger o melhor entre ele e o bolinho de tapioca na folha de bananeira na brasa. Generosidade em forma de comida, deixou-me pedindo bis eternamente!…

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Bolo de macaxeira salgado com suave chantilly de pimenta que dava toda a vida à composição.

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Manga e farinha d’água numa clara alusão ao ceviche. Um mix infalível e refrescante e potente!  Puro exercício de sabor!

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Surpresa eram as batatinhas ariá no tucupi!!! Huuuuuum, essa foi a novidade que me arrebatou. Essas incríveis mini batatas são deliciosas e crocantes e aqui, não poderiam fazer um melhor dueto com o sabor do tucupi! Esplêndido!

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Seguindo viagem, creme aveludado de abóbora, pele de arroz, camarão seco e farofa de pipoca! Delicadeza em forma de comida, um verdadeiro tesouro revelado!

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O Mapará, peixe nativo da região, vestiu-se de elementos da terra, ao ser assado na folha de bananeira e deitar sobre suave e delicado creme de tucupi, com a farinha d’água ultra hiper mega crocante, a garantir o contraste de texturas.

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O Filhote, outro peixe nativo, vestiu-se de gala e veio à mesa com leite de castanha do Pará e cará roxo.  De sabor inigualável, marcante e suave, de carne tenra e macia, branquinho, ainda deixa marcas no meu paladar e na minha memória… Um dos melhores peixes que minha memória gustativa pôde registrar…

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Arroz de pato com tucupi e folhas de jambu adornados por ovo mole tinham uma suculência ímpar…

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Cupauçu com castanha do Pará, chocolate branco e melaço abriu a fase das sobremesas. O cupuaçu, quase congelado, meio granité.

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Bacuri, uma fruta nativa, fazia par com jambo e raspas de cacau da Ilha do Combu.

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Antes, porém do ponto final, a única palavra que me resta é tomar emprestado as palavrasde Clarice Lispector, (no seu conto, a Repartição dos Pães), “pão é amor entre estranhos”… Esse amor que transcende a existência e transmuda-se para comida…

 

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Travessa Perebebuí 2.350 (com Av. Rômulo Maiorana)

Marco – Belém
http://www.restauranteremanso.com.br/

 

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Belém: eu fui Ver-o-Peso!

(18 de outubro de 2014)

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Eu fui Ver-o-Peso e vi, não apenas um mercado, mas um marco autêntico de brasilidade. Se um mercado é  um reflexo, um espelho fidedigno da cultura e da essência de uma cidade e de seu povo, o mercado do Ver-o-Peso é a expressão máxima disso, onde se pode observar e constatar uma das mais ricas gastronomias do país, fundida num mosaico de sabores.

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É uma vida que pulsa e que sempre estará associada indelevelmente às origens das pessoas e à história da cidade, revelando, através da gastronomia, a alma de um povo.

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Eu fui Ver-o-Peso e lá estava toda a riqueza da gastronomia amazônica, traduzida em castanhas-do-pará, crocantes e sendo cortadas na hora…

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Vi ainda o tucupi, aos montes! Esse caldo amarelo, da cor do ouro, é extraído da mandioca ralada e cozido com jambu, chicória e alfavaca e está onipresente na rica culinária do estado, em tacacá, pato no tucupi, peixes, caldeiradas e tudo o mais…

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Mas, o camarão seco, base do tacacá e de muitos outros pratos, também estava lá…

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Encantei-me e me apaixonei pelo micro camarão aviú, um mini micro camarãozinho de água muito apreciado por lá!

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Com a ‘unha de caranguejo’, uma espécie de coxinha de caranguejo local…

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Havia pilhas e pilhas de pirarucu seco e salgado, o “bacalhau” da Amazônia, que se veste de gala e faz composição num prato bem humorado e popular, o Pirarucu de Casaca…

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Fiquei observando as mulheres moendo a maniva que, nas mesas, iria virar a maniçoba, a tal da feijoada paraense…

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Na seção pimentas, como boa apaixonada por pimentas,  quase pirei!…

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O colorido e a riqueza das frutas exprimem e revelam a diversidade da Amazônia: açaí, bacuri (minha predileta), murici, taperabá (primo do cajá), cupuaçu, buriti e tantas outras!

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Ah, e claro, tomei um refrescante suco de cupuaçu!

Em farinhas mil, de toda sorte, tipos e espessura, fez a Maria Farofa aqui enlouquecer. Super hiper mega crocantes e torradinhas! Mesmo aqui em Pernambuco ainda não tinha visto tanta variedade… Cheguei para um dos feirantes de farinha e pedi-lhe que me cobrasse uma taxinha pra eu poder experimentar um pouquinho de cada uma, mas o sujeito, do alto de sua simpatia paraense, ofertou-me como cortesia… Claro, se já estava cheia de intenções de encher minha mala de farinha, comprei foi um estoque e carreguei como troféu… rsrsrsrs…

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Dei um monte de risadas nas bancas de perfumes e ervas…

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E ainda de quebra, vi um dos mais ricos mercados de peixe do país, cujo “filhote”, um peixe nativo, é uma das expressões máximas. De sabor inigualável, marcante e suave, de carne tenra e macia, branquinho, ainda deixa marcas no meu paladar e na minha memória… Um dos melhores peixes que minha memória gustativa pôde registrar…

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Enfim, eu fui Ver-o-peso e vi o Brasil, um retrato autêntico de um Brasil que se preservou, que preservou suas tradições e tem orgulho de seu melhor produto, a Amazônia, e sua cultura de forte influência indígena!

Além, claro, da mala cheia de compritchas…. rsrsrs…

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Mercado do Ver-0-Peso

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Meu pré Círio de Nazaré

(12 de outubro de 2014)

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Estive em Belém semana passada e fiquei impressionada como a cidade se veste para homenagear a Senhora de Nazaré!

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Senti um clima diferente na cidade, onde tudo, absolutamente tudo, gira em torno Dela, da Rainha da cidade e do Círio de Nazaré que seria no domingo seguinte, ou seja, hoje. Todos os cantos, ruas, praças, lojas, docerias, supermercados, mercados, colégios, residências, bancos, órgãos públicos, todos colocam nas fachadas, faixas, cartazes, imagens, fitinhas etc. A cidade se enche de um mágico colorido com fitinhas que são o símbolo da homenagem… Por isso, também junto-me aos habitantes da cidade para prestar  minha homenagem…

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Os queridos amigos belenenses que nos cinceronearam  contaram que a cidade fica em festa, desde os primeiros dias do mês, tudo muda, o clima da cidade muda, as casas se vestem com os detalhes e símbolos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré! No dia do Círio, é dia de reunir a família, os amigos, de fazer comidas cheias de simbolismos. Algumas famílias chegam até a abrir suas casas com comidas para os promesseiros e romeiros e recebem até mesmo os habitantes da cidade de braços abertos, como um gesto de caridade…m2

A festa começa na sexta feira anterior, com a descida da imagem do altar da Basílica de Nazaré, para ser trasladada para os municípios de Ananindeua e Marituba.  Na manhã de sábado, a imagem é levada pelos devotos na romaria rodoviária. À noite há uma procissão das velas.

No dia do Círio,  ela sai linda, toda adornada de flores na berlinda (o carro que a carrega), com um manto novo (de conotação mística, relatando partes do evangelho), confeccionado só pra o dia, em procissão,  da Catedral de Belém até a Praça Santuário de Nazaré e mais de 2,5 milhões de pessoas vão às ruas, tentar tocar na corda ou simplesmente acompanhar e prestar suas homenagens, naquele que é a maior manifestação católica do mundo! Um símbolo forte de fé!

Claro, a visista à Basílica de Nazaré, também é parada obrigatória, onde, até as vésperas do Círio, a imagem, encontrada por um pescador em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), fica lá exposta em todo o seu esplendor…

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Fiquei curiosa com a palavra Círio e perguntava aos meus amigos de lá, porque Círio? Bem a resposta veio: círio é uma vela grande que vem do termo em latim, cereu. No Círio, as velas são uma das máximas expressões de fé, dos promesseiros, que através delas, ‘pagam’ a graça alcançada, retratando partes do corpo humano, ou ainda, uma vara de cera da mesma altura do pagador da promessa.

A corda é outro dos grandes símbolos da festa, todos querem tocar, sentir, cumprir sua promessa. Na praça da Catedral, uma placa ali posta, trazia um poema que explicou-me e fez-me imaginar a força da fé daquele povo e o significado daquele símbolo…

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Depois de sentir tudo isto e de imaginar como seria, só me resta um desejo, um dia estar junto ao povo de Belém para acompanhar essa festa no dia do Círio de Nazaré…

 

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Informações:

http://www.ciriodenazare.com.br/portal/

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Ze Kitchen Galerie (Paris): arte moderna no prato

(5 de outubro de 2014)

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Imagina uma tela de pintura de arte moderna?

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É precisamente esta a sensação experimentada no Ze Kitchen Galerie, tanto no ambiente, quanto à mesa.

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O aclamado e premiado chef William Ledeuil, em momento de plena efervescência no cenário gastronômico da cidade, soube transformar seu restaurante em uma espécie de galeria de arte. Seus pratos, têm bases naturais, que mesclam sabor e aromas com influência e perfumes orientais, mas também seguem uma tendência, são multicoloridos e vibrantes no sabor, sem olvidar o refinamento francês… Vida nova à gastronomia francesa!

Com essas premissas, novos horizontes foram descortinados nesse menu de 3 etapas que experimentamos no almoço…

Apto a subverter padrões e agradar intensamente foi a massinha de fregola (uma massa de sêmola típica da Sardenha), imersa em uma bisque thai com lagostas para darem o tom das pinceladas excepcionais que viriam!  A bisque, uma sopa de crustáceos bem típica da França, aqui, com ares orientais, estava absurdamente na fina flor do mais excepcional.

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Meu marido também acertou na sua pedida, um Minestrone de Crustáceos e Raviolli Grillé com perfume de gengibre. A sinfonia que se apresentou foi de um tom de espetáculo! Coisa de pele!

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Um glamour vertiginoso e máximo efeito vieram com o pato de Challans (o emblemático pato da cidade homônima) ao sumo de teriyaki. O teriyaki, nada muito forte, porém marcante e equilibrado! Fantástico!

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O meu marido também acertou em cheio no seu porco ibérico confit condimentado com ananás e toques cítricos!

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As sobremesas atestavam que ali nada era óbvio e que o cara é mesmo um chef pâtissier de mão cheia.

Voilá, o glacê de chocolate branco, com sorvete de wasabi bem suave, cujo “tempero”! de manga apresentava peças mais festivas ao paladar, era de uma combinação nada óbvia, porém inebriante!

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Faro fino tem também meu marido que optou por uma sobremesa que, além de beleza, literalmente, põe a mesa! Sorvete de pimenta do Nepal com Giundaia e Misô de marmelada! A improvável combinação estava artística e simplesmente arrebatadora!

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E o melhor: o preço no almoço é convidativo demais, menus de entrada+principal+sobremesa a 35 €.

Quero mais! Quero já!

Ze Kitchen Galerie

4 rue des Grands Augustins – 6ème

Paris – França

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