Belém: eu fui Ver-o-Peso!

(18 de outubro de 2014)

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Eu fui Ver-o-Peso e vi, não apenas um mercado, mas um marco autêntico de brasilidade. Se um mercado é  um reflexo, um espelho fidedigno da cultura e da essência de uma cidade e de seu povo, o mercado do Ver-o-Peso é a expressão máxima disso, onde se pode observar e constatar uma das mais ricas gastronomias do país, fundida num mosaico de sabores.

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É uma vida que pulsa e que sempre estará associada indelevelmente às origens das pessoas e à história da cidade, revelando, através da gastronomia, a alma de um povo.

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Eu fui Ver-o-Peso e lá estava toda a riqueza da gastronomia amazônica, traduzida em castanhas-do-pará, crocantes e sendo cortadas na hora…

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Vi ainda o tucupi, aos montes! Esse caldo amarelo, da cor do ouro, é extraído da mandioca ralada e cozido com jambu, chicória e alfavaca e está onipresente na rica culinária do estado, em tacacá, pato no tucupi, peixes, caldeiradas e tudo o mais…

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Mas, o camarão seco, base do tacacá e de muitos outros pratos, também estava lá…

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Encantei-me e me apaixonei pelo micro camarão aviú, um mini micro camarãozinho de água muito apreciado por lá!

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Com a ‘unha de caranguejo’, uma espécie de coxinha de caranguejo local…

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Havia pilhas e pilhas de pirarucu seco e salgado, o “bacalhau” da Amazônia, que se veste de gala e faz composição num prato bem humorado e popular, o Pirarucu de Casaca…

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Fiquei observando as mulheres moendo a maniva que, nas mesas, iria virar a maniçoba, a tal da feijoada paraense…

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Na seção pimentas, como boa apaixonada por pimentas,  quase pirei!…

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O colorido e a riqueza das frutas exprimem e revelam a diversidade da Amazônia: açaí, bacuri (minha predileta), murici, taperabá (primo do cajá), cupuaçu, buriti e tantas outras!

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Ah, e claro, tomei um refrescante suco de cupuaçu!

Em farinhas mil, de toda sorte, tipos e espessura, fez a Maria Farofa aqui enlouquecer. Super hiper mega crocantes e torradinhas! Mesmo aqui em Pernambuco ainda não tinha visto tanta variedade… Cheguei para um dos feirantes de farinha e pedi-lhe que me cobrasse uma taxinha pra eu poder experimentar um pouquinho de cada uma, mas o sujeito, do alto de sua simpatia paraense, ofertou-me como cortesia… Claro, se já estava cheia de intenções de encher minha mala de farinha, comprei foi um estoque e carreguei como troféu… rsrsrsrs…

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Dei um monte de risadas nas bancas de perfumes e ervas…

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E ainda de quebra, vi um dos mais ricos mercados de peixe do país, cujo “filhote”, um peixe nativo, é uma das expressões máximas. De sabor inigualável, marcante e suave, de carne tenra e macia, branquinho, ainda deixa marcas no meu paladar e na minha memória… Um dos melhores peixes que minha memória gustativa pôde registrar…

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Enfim, eu fui Ver-o-peso e vi o Brasil, um retrato autêntico de um Brasil que se preservou, que preservou suas tradições e tem orgulho de seu melhor produto, a Amazônia, e sua cultura de forte influência indígena!

Além, claro, da mala cheia de compritchas…. rsrsrs…

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Mercado do Ver-0-Peso

Boulevard Castilhos França

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Meu pré Círio de Nazaré

(12 de outubro de 2014)

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Estive em Belém semana passada e fiquei impressionada como a cidade se veste para homenagear a Senhora de Nazaré!

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Senti um clima diferente na cidade, onde tudo, absolutamente tudo, gira em torno Dela, da Rainha da cidade e do Círio de Nazaré que seria no domingo seguinte, ou seja, hoje. Todos os cantos, ruas, praças, lojas, docerias, supermercados, mercados, colégios, residências, bancos, órgãos públicos, todos colocam nas fachadas, faixas, cartazes, imagens, fitinhas etc. A cidade se enche de um mágico colorido com fitinhas que são o símbolo da homenagem… Por isso, também junto-me aos habitantes da cidade para prestar  minha homenagem…

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Os queridos amigos belenenses que nos cinceronearam  contaram que a cidade fica em festa, desde os primeiros dias do mês, tudo muda, o clima da cidade muda, as casas se vestem com os detalhes e símbolos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré! No dia do Círio, é dia de reunir a família, os amigos, de fazer comidas cheias de simbolismos. Algumas famílias chegam até a abrir suas casas com comidas para os promesseiros e romeiros e recebem até mesmo os habitantes da cidade de braços abertos, como um gesto de caridade…m2

A festa começa na sexta feira anterior, com a descida da imagem do altar da Basílica de Nazaré, para ser trasladada para os municípios de Ananindeua e Marituba.  Na manhã de sábado, a imagem é levada pelos devotos na romaria rodoviária. À noite há uma procissão das velas.

No dia do Círio,  ela sai linda, toda adornada de flores na berlinda (o carro que a carrega), com um manto novo (de conotação mística, relatando partes do evangelho), confeccionado só pra o dia, em procissão,  da Catedral de Belém até a Praça Santuário de Nazaré e mais de 2,5 milhões de pessoas vão às ruas, tentar tocar na corda ou simplesmente acompanhar e prestar suas homenagens, naquele que é a maior manifestação católica do mundo! Um símbolo forte de fé!

Claro, a visista à Basílica de Nazaré, também é parada obrigatória, onde, até as vésperas do Círio, a imagem, encontrada por um pescador em 1700, às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica Santuário), fica lá exposta em todo o seu esplendor…

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Fiquei curiosa com a palavra Círio e perguntava aos meus amigos de lá, porque Círio? Bem a resposta veio: círio é uma vela grande que vem do termo em latim, cereu. No Círio, as velas são uma das máximas expressões de fé, dos promesseiros, que através delas, ‘pagam’ a graça alcançada, retratando partes do corpo humano, ou ainda, uma vara de cera da mesma altura do pagador da promessa.

A corda é outro dos grandes símbolos da festa, todos querem tocar, sentir, cumprir sua promessa. Na praça da Catedral, uma placa ali posta, trazia um poema que explicou-me e fez-me imaginar a força da fé daquele povo e o significado daquele símbolo…

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Depois de sentir tudo isto e de imaginar como seria, só me resta um desejo, um dia estar junto ao povo de Belém para acompanhar essa festa no dia do Círio de Nazaré…

 

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Informações:

http://www.ciriodenazare.com.br/portal/

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Ze Kitchen Galerie (Paris): arte moderna no prato

(5 de outubro de 2014)

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Imagina uma tela de pintura de arte moderna?

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É precisamente esta a sensação experimentada no Ze Kitchen Galerie, tanto no ambiente, quanto à mesa.

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O aclamado e premiado chef William Ledeuil, em momento de plena efervescência no cenário gastronômico da cidade, soube transformar seu restaurante em uma espécie de galeria de arte. Seus pratos, têm bases naturais, que mesclam sabor e aromas com influência e perfumes orientais, mas também seguem uma tendência, são multicoloridos e vibrantes no sabor, sem olvidar o refinamento francês… Vida nova à gastronomia francesa!

Com essas premissas, novos horizontes foram descortinados nesse menu de 3 etapas que experimentamos no almoço…

Apto a subverter padrões e agradar intensamente foi a massinha de fregola (uma massa de sêmola típica da Sardenha), imersa em uma bisque thai com lagostas para darem o tom das pinceladas excepcionais que viriam!  A bisque, uma sopa de crustáceos bem típica da França, aqui, com ares orientais, estava absurdamente na fina flor do mais excepcional.

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Meu marido também acertou na sua pedida, um Minestrone de Crustáceos e Raviolli Grillé com perfume de gengibre. A sinfonia que se apresentou foi de um tom de espetáculo! Coisa de pele!

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Um glamour vertiginoso e máximo efeito vieram com o pato de Challans (o emblemático pato da cidade homônima) ao sumo de teriyaki. O teriyaki, nada muito forte, porém marcante e equilibrado! Fantástico!

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O meu marido também acertou em cheio no seu porco ibérico confit condimentado com ananás e toques cítricos!

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As sobremesas atestavam que ali nada era óbvio e que o cara é mesmo um chef pâtissier de mão cheia.

Voilá, o glacê de chocolate branco, com sorvete de wasabi bem suave, cujo “tempero”! de manga apresentava peças mais festivas ao paladar, era de uma combinação nada óbvia, porém inebriante!

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Faro fino tem também meu marido que optou por uma sobremesa que, além de beleza, literalmente, põe a mesa! Sorvete de pimenta do Nepal com Giundaia e Misô de marmelada! A improvável combinação estava artística e simplesmente arrebatadora!

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E o melhor: o preço no almoço é convidativo demais, menus de entrada+principal+sobremesa a 35 €.

Quero mais! Quero já!

Ze Kitchen Galerie

4 rue des Grands Augustins – 6ème

Paris – França

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Café Constant: a certeza da felicidade em Paris

(28 de setembro de 2014)

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Sentar no Café Constant de Paris é a ter a certeza da felicidade em forma de refeição!

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Especialmente quando tudo começa com uma entradinha dessas, o ravióli de lagostim e um creminho leve de crustáceos, que se assemelhava a uma leve bisque, adornado por um caviarzinho básico! Ui, toda a combinação deu ensejo a um máximo efeito!!!

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Rende uma boa história ainda o carret de leitão ao rôti de tomilho e galete de batatas que estava simplesmente avassalador! Deixou com gosto de quero mais!!!!!!!!!!!

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Meu marido disputou comigo a felicidade de sua pedida, um corte de cordeiro de leite dos Pirineus e compota de feijões Tarbais, o celebrado  feijão dos feijões, oriundo do sudeste da França, na região dos Pirineus! Seu sabor adocicado e suave realmente tornou um dos pilares da composição em contraponto ao sabor forte do cordeiro.

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Pra dizer que a gente saiu mesmo feliz com o desfecho, só a foto da torta de maçãs e legítimo sorvete de baunilha… Dá pra ver os pontinhos pretos das sementes da baunilha…. Saímos daquela refeição com muitos “huuuummmm’s” na ponta da língua!

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Tudo pontuado pelo serviço impecável, o salão acolhedor, com ares vintage, e o tino do chef Christian Constant. A cozinha de bistronomique (cozinha de bistrô + Preços acessíveis + ambientes agradáveis e menos austeros) – está mais para brasserie – , do qual o chef é um dos líderes do movimento, aliás, é direta, clássica e bem executada! Tudo bem feito e extremamente caloroso. E o melhor a preços amigáveis!

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E, estando a um passo da Torre Eiffel, saímos para contemplá-la e tirar mais umas fotos que ninguém é de ferro…

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Só pra dizer mais uma vez, Paris eu te amo!

 

*Abre desde o café da manhã.

**Não aceita reservas. Chegue cedo.

 

PREÇOS: Cordeiro 26 €, Leitão 20 €, Ravioli 17 €, sobremesa 7 €. Outras entradas 11 €, pratos 16 €.

 

Café Constant

139 rue Saint Dominique 75007 Paris

tel. 01 47 53 73 34.

http://www.maisonconstant.com/cafe-constant/en/

 

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Bar Piauí: reduto de comidinhas gostosas em Salvador!

(20 de setembro de 2014)

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A minha intimidade com Salvador, permite-me descobrir  os recônditos mais deliciosos e escondidos da cidade. Daqueles que só os locais conhecem…

E onde tem comida boa, certamente estarei lá!

Esse bate-ponto atende pelo nome de Piauí. Um botequim da gema que vive simplesmente lo-ta-do!!!

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Um lugar para comer bons petisquinhos e belisquetes e bebericar…

É lá que me acabo na deliciosa carne de fumeiro, uma carne defumada, que só se encontra na Bahia.

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Outra especialidade da terra são as famosas lambretas, uma espécie de marisco que só se encontra por lá. As do Piauí são imbatíveis e vêm ainda fumegando à mesa. Especialíssima!

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Carninha de siri só pra mudar de nota e sentir tudo que o tempero da Bahia é capaz!!! Huuuuummm!

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E a carne de sol com aquela farinha baiana beeeeem fininha, se torna ainda mais especial…

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A comida excelente faz valer o perrengue se ter que passar pelo “crivo” do proprietário. Isto porque todas as mesas sempre estaram marcadas com a tarja “reservado”, razão pela qual só quem senta são os “escolhidos”…

 

Bar Piauí

Rua Piauí, 16 – Pituba – Salvador

Telefone: 3346-5113 e 9972-5113

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Paris é doce!

(11 de setembro de 2014)

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Os franceses têm pela mesa verdadeira devoção pelos doces. É questão de orgulho nacional, hábito cultural e apego às técnicas e à tradição secular, insculpida em anos de obsessiva busca pela perfeição.

Come-se muito bem no país, mesmo em restaurantes pequenos e baratos. Viajar pelo país pode ser uma aventura gastronômica e, para os sentidos, inesquecível! As confeitarias se espalham e são verdadeiros templos de universo doce! E Paris é mesmo uma cidade que faz questão de manter e difundir os seus doces, de preservar as tradições.

Por isso mesmo resolvi fazer esse post “doce” para realçar as peripécias açucaradas que são obrigatórias na cidade!   Pierre Hermé, Philipe Conticini, Jacques Genin são chefs que formam uma constelação de estrelas e dão crédito aos maiores deleites da pâtisserie!

Uma passagem doce não ficaria completa sem uma passadinha básica na FAUCHON!… Um templo do luxo, da gastronomia e do bem viver, tem além de doces, temperos, especiarias, comidinhas rápidas e, umas compritchas gourmet não fazem mal a ninguém… rsrsrs… Meu especial apreço por esse lugar foi brindado com uma hospedagem na circunvizinhança na  minha última passagem em Paris. Logo, não é difícil imaginar, sempre dávamos uma passadinha pra levar umas guloseimas ou pãezinhos para o hotel!!! Rsrsrsrs… Ah, e preciso também  dizer que o éclair é do outro mundo!

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Philippe Conticini é um verdadeiro ourives da pâtisserie. Suas coleções, expostas na sua PÂTISSERIE DES RÊVES são verdadeiras joias da confeitaria francesa. Não sabemos nem por onde começar… O fato é que os clássicos, como Paris Brest, Mont Blanc, Croquembouches, Saint Honoré, Éclairs e afins estão sempre ali, milimetricamente elaborados e dispostos para enebriar mesmo os sentidos!

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Os devaneios açucarados atingem um ápice e um enlevo pelas mãos do chef PIERRE HERMÉ, um dos chefs pasteleiros mais aclamados do mundo. Seus macarrons são inigualáveis, com criações que vão além do suntuoso e do sabor máximo. Os demais mimos doces recebem versões tradicionais ou em releituras lindas e cheias de sabor! E os seus macarrons são os melhores do mundo na minha opinião!

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Outro patamar em versão turbinada é Jacques Genin e suas criações mostradas em uma trajetória virtuosa.

Enfim, a alegoria doce parisiense é generosa e cheia de enlevo, e sem uma passadinha nesses endereços, Paris se tornaria um pouco aguada, não acham?

 

FAUCHON

24-26 Place de La Madeleine

Paris

http://www.fauchon.com/en/

LA PÂTISSERIE DES RÊVES

93 Rue Du Bac

19 Rue Poncelet

111 Rue de Lonchamp

http://www.lapatisseriedesreves.com/

PIERRE HERMÉ

72 rue Bonaparte 75006 Paris

4 rue Cambon 75001 Paris

39 avenue de l’Opéra 75002 Paris

18 rue Sainte-Croix-de-la-Bretonnerie 75004 Paris

E OUTROS ENDEREÇOS

http://www.pierreherme.com/

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Premio 50 Melhores da América Latina: as minhas impressões registradas nos meus votos!

(6 de setembro de 2014)

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Se tem um ranking que anda mais em evidência no mundo gastronômico, esse prêmio se chama 50 Melhores Restaurantes do Mundo, da Revista Restaurant em parceria com a San Pellegrino.

Para apimentar ainda mais as coisas, foi lançado no ano passado o Premio 50 Melhores da América Latina, prêmio do qual fui parte do júri escolhido mundo afora entre chefs, gourmets e jornalistas especializados.

Eleger meus 7 restaurantes favoritos no continente não foi tarefa fácil, mas tentei elaborar meus votos de forma bem distribuída entre os grandes restaurantes dos quais a América Latina está provida… Ainda precisávamos votar em mais 3 categorias: melhor conjunto da obra, melhor chef mulher e melhor chef pâtisserie.

Tive o cuidado de votar em grandes restaurantes nos quais estive, tanto aqui no Brasil, quanto pelo resto do continente, seja em São Paulo, seja em Lima, mas sim, votei também em alguns restaurantes da minha cidade. Recife sim, é uma capital gastronômica e o mundo precisa descobrir isto! De mais a mais, meus votos para os restaurantes recifenses foram dados com a mais absoluta sinceridade e porque considero que eles não ficam a dever, tanto em termos de experiência gastronômica, quanto em sabor, aos demais que dei meu voto mundo afora, muitos deles que sim figuraram na lista de vencedores.

A noite de gala enfim chegou e essa semana foram divulgados os vitoriosos, aqueles por quem os sinos dobram, que terão seus nomes no olimpo da fama e suas mesas lotadas e disputadas…

O grande vencedor foi o excepcionalíssimo Central, em Lima, seguidos de Astrid y Gastón e DOM, de Atala, que também abocanhou o prêmio de melhor chef pelo conjunto da obra! Mas os brasileiros também arrasaram e emplacamos 9 restaurantes.

A lista extraiu das minhas memórias bons momentos no Maní, no restaurante de Roberta Sudbrack, no Fasano.

Muitos peruanos na lista, os melhores da cidade, juro! Olha que estive em quase todos os listados, como o Astrid y GastónMalabarRafael, Fiesta, La MarCentral. E são excepcionais.

No mais, é só uma questão de colocação, o que importa é mesmo comer bem!

Aos vencedores!

 

1 Central – Lima, Peru
2 Astrid y Gastón – Lima, Peru
3 D.O.M. – São Paulo, Brasil
4 Maní – São Paulo, Brasil
5 Boragó – Santiago, Chile
6 Pujol – Cidade do México, México
7 Maido – Lima, Peru
8 Biko – Cidade do México, México
9 Tegui – Buenos Aires, Argentina
10 Quintonil – Cidade do México, México
11 Malabar – Lima, Peru
12 Mocoto – São Paulo, Brasil
13 Roberta Sudbrack – Rio de Janeiro, Brasil
14 Aramburu – Buenos Aires, Argentina
15 La Mar – Lima, Peru
16 Tarquino – Buenos Aires, Argentina
17 Parador La Huella – José Ignacio, Uruguai
18 El Baqueano – Buenos Aires, Argentina
19 Pangea – Monterrey, México
20 Fiesta – Lima, Peru
21 Chila – Buenos Aires, Argentina
22 La Cabrera – Buenos Aires, Argentina
23 Tomo – Buenos Aires, Argentina
24 Sud 777 – Cidade do México, México
25 Manzanilla – Ensenada, México
26 MeroToro – Cidade do México, México
27 Rafael – Lima, Peru
28 Alto – Caracas, Venezuela
29 Oviedo – Buenos Aires, Argentina
30 Osaka – Santiago, Chile
31 La Picanteria – Lima, Peru
32 Gustu – La Paz, Bolivia
33 Rosetta – Cidade do México, México
34 Remanso Do Bosque – Belém, Brasil
35 Olympe – Rio de Janeiro, Brasil
36 Epice – São Paulo, Brasil 
37 Ambrosía – Santiago, Chile
38 Attimo – São Paulo, Brasil 
39 Criterión – Bogotá, Colômbia
40 Francis Mallman 1884 – Mendoza, Argentina
41 Amaranta – Toluca, México
42 Corazón de Tierra – Ensenada, México
43 Harry Sasson – Bogotá, Colômbia
44 Fasano – São Paulo, Brasil
45 La Bourgogne – Punta del Este, Uruguai
46 El Cielo Bogotá – Colômbia
47 Sucre – Buenos Aires, Argentina
48 Elena – Buenos Aires, Argentina
49 Leo Cocina y Cava – Bogotá, Colômbia
50 Pura Tierra – Buenos Aires, Argentina

 

 

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Pomodoro Café: as delícias de sempre!

(30 de agosto de 2014)

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Se tem um lugar que conquistou o coração dos recifenses, foi o Pomodoro Café.

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O pioneirismo do chef Duca Lapenda e que o alavancou ao sucesso está no fato de que trouxe para o seu bate-ponto o conceito de cozinha italiana clássica, com aconchego e sabor, aliada à alta gastronomia. Tanto que se tornou no bairro de Boa Viagem, sua primeira casa, um celebrado ponto por anos a fio! Outros vieram, melhores ou piores, não importa, mas, quem chega primeiro e alcança a fama, já diz o ditado, “deita na cama”…

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A fonte, no entanto, mudou de zip code (CEP), e a sublime forma que o chef tem de ofertar alimento e servir seus comensais está agora no bucólico bairro de Casa Forte.

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O restaurante tem uma nova cara, mas com o charme que marcaram a identidade da antiga casa. Aos elementos italianos que marcam a vibe italiana do lugar, foram agregados detalhes da cultura pernambucana na decoração. Uma “Itália” cheia de sutilezas, com a cozinha bem afinada de sempre. As novidades ficam por conta do forno de terracota à lenha, do qual saem pizzas e afins, além de alguns pratos epecialmente concebidos para a execução no “brinquedinho” novo do chef, como é o caso do peixe recheado com ervas… #deuvontadedevoltarparaprovar

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A Salsiccia de Bologna também é outra que sai direto do fogo à lenha. É  daquelas fontes que nos faz perceber que comida é sinônimo de prazer e não apenas um modo de sobrevivência. O seu molho adocicado e equilibrado de tomates italianos formaram o arremate para ganhar de vez nossa adesão e nossas reverências. O ponto alto daquela tarde de domingo!

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Já o Filé Dijon mostrou toda a sua capacidade de permanecer imutável ao longos dos anos! Um clássico da casa com seu molho escuro, que contrasta com o creminho de mostarda da massa…

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O camarão com fettuccine foi outro que veio à mesa e estava realmente bom.

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Enfim, um reduto de comida autenticamente gostosa e bem feita! De calor humano e de comida com aconchego.

Demorei a cruzar a cidade para ir até lá… Mas, sim, voltarei sempre! E guardarei sempre a esperança de que o chef volte aos domínios que o consagrou no bairro de Boa Viagem…

 

Preços: Salsicia de Bologna: R$ 35,00; Filé Dijon $49,90;  Camarões com fetuccine: R$ 45,00.

 

Pomodoro Café

Rua Alfredo Fernandes, 77

Casa Forte (na rua do Mc Donald´s)

Recife – PE

Fone: 3314-0530

COMO CHEGAR

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Direto de Barcelona: as fotos do Pakta!

(22 de agosto de 2014)

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Já postei aqui no blog sobre um dos últimos restaurantes dos über chefs Ferran e Albert Adriá, o Pakta!

Trata-se de mais uma empreitada do universo El Bulli, porém de cozinha peruana.

Pois bem, uma amiga, Karla Dantas,  viu aqui no blog a dica e foi parar lá. Enviou-me as fotos pelo Whatsapp e elas acabaram ficando no meu celular sem destino. Uma falha que trato de sanar agorinha publicando-as aqui no blog…

É pra pegar um avião e correr logo pra Barcelona, não é?

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Lima: uma “Fiesta” de sabor!

(5 de agosto de 2014)

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Já havia escrito tantas coisas sobre o Peru, mas ainda escapou o Fiesta. Como disse várias vezes, comer no Peru é sempre uma grata surpresa!

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Hum, que delícia! Além disso, conhecer a culinária do norte do país, em plena capital limenha.

Esse restaurante de comida típica, tem um climinha de terraço de uma casa quatrocentona. É su-per-bem-fre-quen-ta-do pelas famílias peruanas. No almoço de domingo, pareceu-me que o PIB limenho estava todo por lá…

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Mas, isso não importa mesmo, principalmente quando o que me impressionou foi a qualidade da comida, do sabor, da capacidade de fazer dos clássicos, algo surpreendente em sabor! Alinhando comida típica com alta gastronomia, o chef Hector Solis consegue extrair sensações inexplicáveis… E olha que fui pra cumprir tabela, meio sem fome que estávamos, só porque tínhamos reservado…

Logo no começo, talvez (sem exageros),  o prato que mais gostei em todo o Peru, o Lombo de Mero na lancha (na chapa) com molho gourmet. Um espécie de ceviche grelhado, que, mama mia! Escandalosamente bom, toque de ají (a pimenta peruana). Coisa pra quem não aceita enganar o estomago com qualquer bocado! Ah, e esse molhinho amarelo, vocês não tem ideia do quão indecentemente bom ele era! A ausência de paradigmas, torna impossível sua descrição! Huuumm!

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No quesito principais,  meu marido foi de um extraordinário corte de carret de cabrito de leite braseado no carvão, acompanhado de batatas estufadas com azeitona e tacu tacu, uma guarnição típica a base de feijão e arroz, cujo ají transforma-a em acontecimento gastronômico e sabor sem paradigmas.

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O meu foi um peixe salteado com tacu tacu frito. Huuuummm!

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Um lugar, que, voltando em Lima, certamente vou repetir!

 

 

Preços: Lombo de mero 69,00 soles saltado; carret de cabrito 60,00 soles

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LIMA – AV. REDUCTO 1278, MIRAFLORES.

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http://www.restaurantfiestagourmet.com/flash/galerialima.html

 

 

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