Machu Picchu: a obra-prima dos Incas

(23 de maio de 2013)

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Depois de tanto blá blá sobre o Peru, finalmente chegou a vez de falar sobre Machu Picchu!

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Nada que tenham lhe contado, que você tenha visto ou, por mais que você tenha lido a respeito, irá prepará-lo para esse momento!

A primeira vista de Machu Picchu, é logo aquele cartão postal que aparece em todos os blogs, guias, fotos dos amigos. É assim, porque, logo que você entra no parque arqueológico, a primeira imagem que aparece é vista de cima… Óóóóóóóóóóh! É só o que se ouve…

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Meus olhos fotografaram algo incrível! Senti uma energia, uma sensação que não dá para traduzir ou explicar e palavras! Incrível, indescritível, amazing (incrível)!!! Por onde quer que se olhe só vê paz, contemplação, natureza!

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É mesmo de tirar o fôlego! Aliás, fôlego (e preparo físico) é o que você mais precisar para percorrer a cidadela inca. Você vai ver o que estou falando quando estiver aqui, pois ela está toda encravada no declive da montanha…

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Agora, nem pense em entrar sem um guia. É imprescindível para acompanhar e entender o que está diante dos seus olhos…

Mas, o que tanto fascina?

Um conjunto arquitetônico, na verdade, uma obra-prima suprema , construída pelos Incas, esse povo engenhoso e inteligente, que sequer conhecia a roda, mas conseguia encaixes perfeitos de blocos gigantescos de pedra… Isso já é suficiente para a gente se transportar para aquela era e se questionar, questionar, questionar…

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Mas ainda há os templos, o local onde o eco é perfeito, as janelas por onde era possível aferir a mudança de solstício, o perfeito sistema de irrigação, que trazia as águas das montanhas, a agricultura, em sistema de terrazas de pedras…

E as dúvidas nunca esclarecidas…

Um local que só foi descoberto para o mundo em 1911 pelo explorador inglês Hiram Bingham

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Mas, talvez o que mais fascine é se transportar para aquela época e entender o respeito pela natureza e pela mãe terra. Aqui, esplêndida em toda a sua força!tr DSC08426 tr DSC08400

Uma aula de história, a maior sala de aula a céu aberto que pode haver…

E se eu fosse você iria logo, antes que não seja mais possível fazê-lo, pois cada vez mais há restrições para entrar no sítio arqueológico…

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Um dos locais mais emblemáticos desse planeta, é misterioso, lindo, tem uma energia incrível!!! A visão deslumbrante de uma grande civilização. Uma cidade que emana e exala energia, vida, algo inexplicável e, onde certamente, o fascínio pelos Incas e sua forma de viver encontrará o seu ápice.

Certamente dos 1000 lugares para conhecer nesse mundo ela está nos top 10. Um lugar que todo mundo deveria ir ao menos uma vez na vida…

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Cusco: a joia da coroa

(16 de maio de 2013)

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Na próxima segunda feira estreia a nova novela global das 9, Amor à Vida. E sabe da melhor novidade: ela se passará no Peru, mais precisamente em Cusco e Machu Picchu!

Como brasileiro adora novela, vai aí uma prévia do que as cenas da novela mostrarão nessa cidade encantadora!

Em Cusco, tenha uma certeza, você vai se apaixonar por ela!!!

Cusco é linda, linda, linda. Sabe com aquele climinha de destino turístico, de uma cidade balneária, só que sem praia, claro. Tem em sua silhueta de pedra um charme único, que encanta, que envolve! Ah, e faz um friozinho gostooosoooo… Você vai se perder por suas ladeiras, vai subir, descer, explorar, parar nos cafés…

E, como bom turista brasileiro, encher a mala de quinquilharia e de arte também, de arte cusquenha, de artesanato, de pratas, pois é impossível resistir às inúmeras lojinhas… Por isso, eu diria, ela deve ser sentida, degustada, em pelo menos três dias, mas o ideal é mesmo 4 dias, mas se quiser ficar mais, o gosto é do freguês…

Eu diria, literalmente, a joia da coroa. De várias coroas. Capital do Império Inca, depois tomada pelos colonizadores espanhóis, que “descobriram” a América. Possui assim marca indelével da grandiosidade desses povos.

Ela não será apenas sua rota de passagem para ir a Machu Picchu (sim, porque lá tem aeroporto e você terá mesmo que passar por ela). Mas é impossível não se encantar com sua beleza, sua energia, seu astral e com a saga dos Incas. Aqui, a fusão de culturas Hispânica e Inca encontra seu ápice e faz dela Patrimônio Cultural da Humanidade (UNESCO).

Dos Incas, o legado de amor à natureza, da mais avançada civilização pré-colombiana das Américas. Diferentemente dos nossos índios, era um povo que, apesar de estar na idade da Pedra, possuía uma organização social incrível, sistema de correios, até hotel (tudo de pedra), exército (sim, eles eram conquistadores e seu império se estendia do que hoje é a Colômbia até o norte do Chile).

E, exatamente por isso, viviam nas montanhas, como forma de se proteger, tendo nelas, cidades inteiras de pedra que até hoje, fascinam! Suas construções resistiam a terremotos… Nessas montanhas, o seu sistema de agricultura, as terrazas, desafiam a gravidade… E deixou legados desses cultivos que, indubitavelmente influenciam nessa fusão de sabores e torna a gastronomia do Peru, única! Impossível não se encantar com o domínio do ouro e sua forma de produzir peças belíssimas, bem como de seu uso, para fins religiosos, ritualísticos, mas também como sistema de calefação, já que o metal absorvia o calor.

Se você pensa que o Peru é apenas Machu Picchu, está muito enganado! Precisa conhecer os arredores da cidade, no lugar conhecido como Vale Sagrado (esse, um capítulo à parte, não se preocupem, pois vou fazer um #post-desvenda-tudo…), para saber que os Incas eram muito mais que isso. Claro, Machu Picchu é única, magnífica, o melhor legado dos Incas, indiscutivelmente!!!!

A céu aberto, em cada esquina, em cada recanto, nas coleções dos museus, uma aula de história e de pré-história! Parece que os Incas estavam marcando território e deixando suas marcas em todos os lugares, em todos os recantos e, tal qual uma profecia, fazendo lembrar que um dia aquele lugar lhes pertenceu…

Depois os colonizadores chegaram e a afirmação do domínio e poderio espanhol e católico está também em toda parte, com arcadas coloniais, palácios, monastérios, catedrais, Plaza de Armas, balcões e varandas coloniais…  Cusco foi tomada pelos conquistadores que ergueram suas construções em cima das bases das construções Incas e utilizando as pedras desses templos. A sensação é de estar em uma cidade medieval espanhola, mas com uma energia diferente, sabe?

Ah, claro não seria o Tempere sua Viagem se a gente não pensasse em gastronomia! Caramba, Cusco também tem suas joias gastronômicas, como o MAP Café, Cicciolina, Hotel Monastério, Chi Cha, Inka Grill, o novíssimo Senzo etc etc!!! Mas, esse vai ser assunto para outro post… E, claro, para vocês ficarem na curiosidade de acompanhar aqui no blog (rsrsrsrs)…

E, de noite, a balada é forte! E, como toda joia, reluz à noite e se veste de tons dourados incríveis!!!

Bem, Cusco é isso, vou deixar as imagens falarem de forma mais categórica e contundente…

Nem pense em deixar de ir a essa cidade. Depois que você conhecer Cusco, o Peru não será como antes!

P.S. – Se você não quiser seguir nenhum conselho dos que estou postando aqui no blog, please, ouça apenas esse. Se você é daqueles, que como eu, larga tudo no hotel assim que chega e vai logo batendo suas pernocas para reconhecer o território, pode ir se controlando!… Hehehe! É que você tem que respeitar altitude de Cusco, de verdade gente. Não é brincadeira não 3.700 metros de altitude. Por isso, quando chegar à cidade vá descansar algumas horinhas no seu quarto para se acostumar com a altitude e não estragar a sua viagem. Fiz isso, seguindo conselho de uma amiga e não tive problemas… Além disso, pode ir se acostumando, pois você vai tomar chá da folha de coca sim, mas antes de falar que eu to ficando maluca, é só o chá da folha e não faz mal nenhum, ao contrário, é excelente coadjuvante para combater o mal da altitude…

Mas se você fizer tudo isso e ainda assim sentir algo desconfortável devido à altitude, quase todos os bons hotéis fornecem uma hora de oxigênio e as farmácias têm sempre seu kit altitude…

P.S.2 – Em Cusco, assim como em todo o Peru, comprar e pechinchar são sinônimos!…

P.S. 3 – Quer ler mais sobre o Peru e sua fantástica gastronomia, clica aí nos posts já publicados aqui no Tempere sua Viagem sobre esse fantástico país:

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1074

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1039

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=880

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1010

http://www.temperesuaviagem.com.br/?cat=796

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1133

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=988

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1052

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1016

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=970

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=951

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=926

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Oficina do Sabor: embaixada de sabores pernambucanos!

(11 de maio de 2013)

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Há 20 anos, uma brilhante ideia de juntar elementos da terra, pratos típicos com frutas e sabores tipicamente pernambucanos, deu tão certo que alçou o chef César Santos ao posto de embaixador dos sabores de Pernambuco! O seu Restaurante Oficina do Sabor, em Olinda,  é um sucesso absoluto desde então.

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O melhor representante da nossa gastronomia regional!!! Uma verdadeira instituição pernambucana. O chef César Santos inovou e ousou ao aliar a cozinha regional à sofisticação, sem perder os sabores ancestrais, aproveitando-se como ninguém dos sabores da nossa geografia!!! Um verdadeiro embaixador-chef, cuja fama já ultrapassou as fronteiras dos limites pernambucanos…

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Um lugar que os turistas elegeram como paragem obrigatória, mas que a gente da terra, também frequenta assiduamente, porque pernambucano gosta mesmo de exercitar toda sua pernambucanidade…

Nas coloridas paredes do seu restaurante, dá gosto de ver as peças de arte popular criteriosamente escolhidas.

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Entretanto, é na varanda que encontro meu lugar e meu aconchego, de onde posso contemplar e paquerar, ainda que de longe, com a minha cidade, Recife. Também, pudera, com uma vista dessas, hein?

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A cozinha do Oficina é uma cozinha com cores, com nome e sobrenome, autêntica e marcante, respaldada pela técnica e pela originalidade.

Não posso ir por lá sem provar os icônicos pratos servidos no jerimum (moranga): camarão ao molho de manga e ervas nordestinas, ou o “Frevoé”, recheado de camarão e lagostim ao arroz de coco.

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Outra coisa que sou super fã, é  carne de sol, uma das melhores daqui… Macia, saborosa, saborisada com uma boa manteiga de garrafa!

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Hora da sobremesa: sorvete de tapioca, bolinho de goma e nego bom… Um sabor de infância, de comida de criança, de comida de conforto, das lembranças que só uma criança, que nasceu e cresceu nessa cidade cheia de sabores, pode guardar. Huuum!

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Premiadíssimo, eleito várias vezes como a melhor cozinha regional do Brasil, por vários veículos e prêmios de peso, torna-o parada obrigatória após um passeio pelas ladeiras antigas de Olinda.

OFICINA DO SABOR

Rua do Amparo, 335, Cidade Alta, Olinda-PE,

Fone: (81) 3429.3331

http://www.oficinadosabor.com/

 

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Arena Gastronômica Revista Engenho/Uninassau: gastronomia brasileira em foco!

(10 de maio de 2013)

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Mais uma edição da Arena Gastronômica de sucesso!

O evento realizado essa semana, entre os dias 7 e 8 de maio, pela Revista Engenho de Gastronomia em parceria com Universidade Maurício de Nassau teve muitas facetas, muito dinâmico, cheio de coisas acontecendo ao mesmo tempo: oficinas culinárias, palestras, Empório Gourmet, embate gastronômico entre estudantes num ring de boxe (de verdade!), jantares, concurso de caldinho. Isso sem falar nos bastidores…

O tema Gastronomia Brasileira esteve presente em todas as atividades do Reality show gastronômico! A começar pela mesa de debates travada entre o crítico gastronômico, Josimar Melo, o jornalista Bruno Albertim e pela gastrônoma, Cláudia Frazão. Uma análise intelectual do panorama gastronômico brasileiro.

Nas oficinas, chefs de peso ensinavam os seus truques e receitas do Brasil de Norte a sul… Era impossível estar em todas as coisas que estavam acontecendo, mas tentei dar uma passeada em muito do que estava rolando e deu para aproveitar bastante! Como estudante de gastronomia, claro, aprendi muito, muito… Agora, fica fácil entender porque foi tão difícil escolher o que assistir…

Guga Rocha, com seu jeito nato de lidar com o público que já o acompanha no seu programa de televisão, Homens Gourmet, do canal de TV fechada, Bem Simples, encantou com seu carisma e surpreendeu com uma receita de jacaré…

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A chilena Pilar Rodriguez deu banho de cozinha chilena com seus ceviches e saladas refrescantes…

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Tereza Paim mostrou toda sua baianidade no bobó de camarão…tr DSC03997

Eram muitos chefs de peso, como Bia Lopes (Aconchego Carioca), Douglas Van Der Ley (É Gastronomia e Mercado Central), Tiago Maia, Tiago Rangel, todos mostrando seu brilho e seu talento!

o chef Guga Rocha ainda deu banho de empolgação, na apresentação das disputas do concurso gastronômico de estudantes de gastronomia, que se passou num ring de Boxe pra lá de eletrizante!

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Como aluna de gastronomia da Universidade Federal Rural, não posso deixar de enaltecer a vitória da dupla da minha Universidade, Guilherme Sena e Ana Carolina dos Santos, que abocanhou o primeiríssimo lugar e será a capa da próxima Revista Engenho!

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Ainda rolou um jantarzinho especial pra lá de brasileiro, pelas mãos de chefs de peso: Manu Bufara, William Chen, Pilar Rodriguez e Bia Lopes…

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Bem, impossível falar e mostrar todas as criações, mas seguramente vou ficar esperando a próxima edição do Arena Gastronômica, ano que vem…

 

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Borchardt, em Berlim, clássicos impecáveis

(2 de maio de 2013)

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Conjugar boa cozinha com lugar badalado, da moda, é coisa para poucos…

Proeza é sim a palavra para aliar esses dois ingredientes, coisa que o Borchardt, em Berlim, faz como ninguém.

Desde a vez anterior que estive na cidade, esse bate-ponto constava em todas as listas como zip code (endereço) obrigatório… Pesquisava na internet e constatava que só dava celebridades, nível Hollywood, e políticos da estirpe de Barack Obama… Um lugar para ver e ser visto…

Confesso que torcia um pouco o nariz e resistia, achando que a sua cozinha seria um castelo de areia… Ledo engano!

Dessa vez, chegando tarde à cidade, o Borchardt se revelou uma mão na roda, dado à vizinhança ao nosso hotel, foi ele quem nos “salvou” na alta hora da noite…

Logo, as impressões se fincaram no melhor dos patamares, seja devido ao serviço gentil e atencioso, seja devido ao preço bem acessível, característica recorrente na cidade de Berlim, e à excelente comida.

É bem verdade que lá não se pode esperar pirotecnias gastronômicas. Ao revés, a sua cozinha enverga os clássicos dos clássicos da cozinha alemã e europeia, cujo Wiener Schnitzel é o seu maior expoente… Além disso, tem pegada franco-germânica, estilo brasserie, e uma aura quatrocentona paira no ar, graças ao fato de ter sido inaugurado em 1853…

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Como tivemos um dia intenso e várias horas de aeroporto, a fome não era lá minha melhor amiga nessa hora, razão pela qual apostei na Boullabaise, a sopa marca-registrada da região de Marseille… Pedida certeira, dado o sabor intenso e equilibrado, os aromas perfumados, com certa dose de sensualidade, e, como manda o figurino, acompanhavam-na umas torradas de alioli com açafrão que estavam indecentes! Certamente serão sabores que não se apagarão da minha memória!…

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Meu marido apostou num cordeiro, igualmente delicioso e impecavelmente executado!

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Para fechar com chave de ouro, só mesmo o clássico dos clássicos, Crème Brûlée. Outro primor!

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Virou então um Tempere fever, com a certeza de que, sempre em Berlim, estarei de volta ao Borchardt… Seja para provar os belos cortes de carnes grelhadas envelhecidas (para nós brasileiros, carnes maturadas), que desfilavam à nossa frente, seja para provar outros clássicos da casa, como o beef tartar, a bisque de lagosta o Black pudding e outras delícias…

Atravessar a rua para voltar para o hotel, naquela noite, teve então um sentido especial, afinal, Berlim nos esperava novamente, dessa vez, começando com um pé direito e uma sensação reconfortante de comida que faz a gente feliz… Assim, como deve ser, comida de verdade, autêntica, com respeito ao ingrediente, sem firulas e impecavelmente executada!

BORCHARDT RESTAURANT

Französische str. 47 BERLIN

TEL +49 (0)30 81 88 62 62

http://www.borchardt-restaurant.de/en/

COMO CHEGAR

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El Celler de Can Roca eleito o melhor restaurante do mundo, no prêmio 50 Best Restaurants San Pellegrino!

(29 de abril de 2013)

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Acaba de sair a premiação mais cobiçada de 2013 no mundo da gastronomia: a lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo,  The World’s 50 Best Restaurant Awards., da revista inglesa, Restaurant Magazine/San Pellegrino!!!!

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E, atenção: o melhor restaurante do mundo deste ano, o El Celler de Can Roca! No topo do Olimpo!

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Já tinha cantado a pedra no facebook e levantei minha bandeira da torcida havia algum tempo… Para mim, nenhuma surpresa, já que o almoço que tive lá no ano passado foi dos mais memoráveis da minha vida!!!!! Algo que entrou para minha história! Se você  quiser saber como foi, recomendo ler o post aqui:

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1369

Deixo ainda umas fotos desse memorável dia, em homenagem aos irmãos Roca, mostrando o que os alçou ao posto de melhores do mundo!

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 Motivo para os brasileiros comemorarem? Atala em 6º lugar! E citado pelo apresentador como um dos homens mais influentes da gastronomia mundial! E a outra melhor notícia do ano: Maní, de Helena Rizzo e Daniel de Redondo, em 46º lugar! Maní, mil vezes Maní!

Vejam o post do Maní aqui:

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=224

Além disso, Roberta Sudbrack figurando na lista dos 51-100 melhores – número 80 do ranking -, ditando notas da boa fase da gastronomia brasileira!

Ainda no ranking 51-100 impossível não listar o Tickets de Ferran/Albert Adriá! Vejam aqi o posto completo do meu jantar no 41 Grados, o outro restaurante de Ferran e Albert Adriá: http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1507

Uau!!! Pra soltar fogos!!! Comemorar mesmo, figurar na lista do prêmio que equivale ao Oscar da gastronomia mundial, não é para qualquer um… Só para se ter uma ideia, foi nessa lista que Ferran Adriá se sagrou o melhor do mundo por anos consecutivos…

Com a lista, pude rememorar algumas das mais memoráveis refeições de minha vida, feitas nas mesas mais estreladas e cobiçadas do mundo!  L’Atelier Saint-Germain Joel Robuchon, Daniel, Steirereck, , Astrid y Gastón, Le Chateaubriand, Mani, são alguns dos que eu já tive a felicidade de estar!

Eis a lista! Confiram, opinem e, sobretudo guiem suas viagens!

 

50 Best Restaurants in the world

 
1 El Celler de Can Roca, Girona, Espanha
2 Noma, Copenhagen, Dinamarca
3 Osteria Francescana, Modena, Itália
4 Mugaritz, San Sebastián, Espanha
5 Eleven Madison Park, Nova York, Estados Unidos
6 D.O.M., São Paulo, Brasil
7 Dinner by Heston Blumenthal, Londres, Inglaterra
8 Arzak, San Sebastián, Espanha
9 Steirereck, Vienna, Áustria
10 Vendôme Bergisch, Gladbach, Alemanha
11 Per Se, Nova York, Estados Unidos
12 Frantzén/Lindeberg, Estocolmo, Suécia
13 The Ledbury, Londres, Inglaterra
14 Astrid y Gastón, Lima, Peru
15 Alinea, Chicago, Estados Unidos
16 L’Arpège, Paris, França
17 Pujol, Cidade do México, México
18 Le Chateaubriand, Paris, França
19 Le Bernardin, Nova York, Estados Unidos
20 Narisawa, Tóquio, Japão
21 Attica, Melbourne, Austrália
22 Nihonryori RyuGin, Tóquio, Japão
23 L’Astrance, Paris, França
24 L’Atelier Saint-Germain de Joël Robuchon, Paris, França
25 Hof Van Cleve, Kruishoutem, Bélgica
26 Quique Dacosta, Dénia, Espanha
27 Le Calandre, Rubano, Itália
28 Mirazur, Menton, França
29 Daniel, Nova York, Estados Unidos
30 Aqua, Wolfsburg, Alemanha
31 Biko, Cidade do México, México
32 Nahm, Bangcok, Tailândia
33 The Fat Duck, Bray, Inglaterra
34 Fäviken, Järpen, Suécia
35 Oud Sluis, Sluis, Holanda
36 Amber, Hong Kong, China
37 Vila Joya, Albufeira, Portugal
38 Restaurant Andre, Singapura
39 8 1/2 Otto E Mezzo Bombana, Hong Kong, China
40 Combal.Zero, Rivoli, Itália
41 Piazza Duomo, Alba, Itália
42 Schloss Schauenstein, Fürstenau, Suíça
43 Mr & Mrs Bund, Xangai, China
44 Asador Etxebarri, Atxondo, Espanha
45 Geranium, Copenhagen, Dinamarca
46 Maní, São Paulo, Brasil
47 The French Laundry, Yountville, Estados Unidos
48 Quay, Sydney, Austrália
49 Septime, Paris, França
50 Central, Lima, Peru
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41 Grados (Parte II) x Ferran e Albert Adriá: a fábula dos doces!

(23 de abril de 2013)

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No post anterior, relatei as experiências dos sopros e ecos da marca El Bulli expostos no 41 Grados… Novo, mas nem tão novo assim, restaurante dos irmãos Ferran e Albert Adriá.

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Pois bem, ante a impossibilidade de esgotar tudo em um só post, decidi que não deveria resumir tudo quanto pretendia naquele texto… A solução foi separar em duas etapas…

Aliás, se você quiser ler o relato completo, pode clicar aqui, o que recomendo vivamente!

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1507

As interjeições sobraram e as criações continuam a provocar, instigar e deleitar os sentidos!…

Assim, seguindo viagem, segue o universo doce dos Adriá, onde o doce faz chorar de felicidade e rir de alegria… Cada prato é então uma obra de arte a deleitar o comensal!

O mundo doce tem início na fruta com matizes, na verdade, um dos “coquetéis” harmonizados! Assim,  cerejas origami com saquê e raspadinha de laranja, combinavam com pêssego infusionado com um coquetel de baunilha, lima e alfavaca…

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Um belíssimo e refrescante coquetel cítrico introduziu a Rosa! De morango, lâminas de iogurte, sorvete de amêndoas doces, e folha de chocolate branco e manjericão, deveria ser degustada com um pouquinho de cada parte da sobremesa para extrair o máximo de sabor! Sofisticado, não? E delicioso!!!!

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Casquinha de sorvete feita de milho, com sorvete de caramelo salgado com milhinho crocante em cima, lembrava que o mago Adriá é dado a quebrar tabus e há muito inovou transformando o doce em salgado ou seria o contrário?Combinação perfeita, sabor e contraste arrebatadores, doce e salgado intensos!  Super fantástico!!! Estimulante…

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Um inusitado sablé de chá verde com gelatina de manga e maracujá, com toques de pimenta… Huuummm. Desafio aos sentidos, contrastava com esse  bombom boracho (bêbado) de mandarim…

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Toda vez que eu sentir o cheiro de hortelã, lembrarei dessa sobremesa. Aquela que, para mim, foi o ápice, em docilidade e estímulo: um merengue crocante de groselha negra, recheada com sorvete de iogurte, em “cama” de hortelã! O perfume penetrante da hortelã invadia o nosso olfato e criava uma sensação de refrescância, posteriormente confirmada pelo azedinho da criação.

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Petit four de cerejas líquidas de chocolate e amendoim mimético, na verdade, manteiga de cacau, com sabor de amendoim!

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Pure luxury (puro luxo), num jantar que não encontro paralelos em anos de estrada gourmet! Algo que marcará eternamete a memória do meu paladar!!

Repito o que digo no post anterior: Ficou então a fotografia na memória de passar pelas mãos de gênios, numa noite inesquecível, densa de significados, de total enlevo e prazer, que mexeu com minhas referências, meus conceitos, pré-conceitos, minhas memórias… Que mexeu comigo!  Faltaram palavras para materializar o que senti. Foi preciso, algum tempo para maturar e traduzir essa experiência…

Para continuar lendo sobre a experiência completa do 41 Grados clique aqui:

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=1507

 

 41 Grados Experience

Avinguda Paral-lel, 164

http://www.41grados.es/index.php#/home

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Nez Bistrô x Beef Passion: A quebra do mito da carne de segunda

(19 de abril de 2013)

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Desde que o Chef Bruno Didier (El Bulli) deixou Barcelona e o restaurante Tickets dos irmãos Ferran e Albert Adriá, aportando em Recife, no Nez Bistrô, que ele me fala com um entusiasmo e um brilho nos olhos sobre o Beef Passion. Só faziam deixar-me mais e mais curiosa sobre o que tinha essa carne…

Aliás, tão especial, que Alex Atala adotou-a e se tornou uma espécie de embaixador…

Essa semana enfim, dobrei-me em reverências num jantar harmonizado no Nez Bistrô, onde o Chef Bruno Didier criou um menu especialíssimo unicamente utilizando o Beef Passion.

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Ricardo Secchis, presidente da Beef Passion, discorreu-nos com carisma e paixão sobre a origem e razão de uma carne tão excepcional. Nossa, bota excepcional nisso! É causa mesmo de celebração um acém, isso mesmo ACÉM, dos mais MACIOS, inigualáveis e poderoooosos que já comi! Fruto de anos de intensa entrega e pesquisa, do cruzamento das raças Angus Australiano e Wagyu (de onde se obtém o Kobe Beef), tratadas com melhoramento genético e muita tecnologia, com balanço e suplementação nutricional, pastos selecionados, massagens, e muito mimo para que o animal tenha uma vida saudável e com menor índice de traumas e stress possíveis!

O resultado? Uma carne excepcional, com intenso marmoreio, cuja característica é o equilíbrio do teor de proteínas e de gorduras. E mais, a prova de que é possível quebrar o paradigma e estabelecer novas fronteiras com a produção de carnes ditas de segunda, com extrema qualidade e maciez! E, de um sabor inigualável! Olha que somos carnívoros e por onde a gente passa nas nossas andanças mundo afora, a gente vai saciar nosso instinto nos melhores lugares. Já comi muita carne boa por esse mundo, mas nunca vi nada igual!!!

Havia ainda mais um elemento a formar e fechar esses vértices, a harmonização deu-se com grandes rótulos da vinícola catalã, Castillo Perelada! Com um show sobre enologia, fomos conduzidos com sabedoria, onde cada passo da harmonização foi transformado numa verdadeira aula sobre vinhos! Rótulos excepcionais com perfumes enebriantes foram apresentados pelo próprio embaixador da vinícola, Patrice Lesclaux, que, como grande expert, conduzia-nos na arte de degustar.

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Um pouco de conversa e da importante história da vinícola e do castelo também foram suficientes para exercer ainda mais fascínio e atração por essa tradicional casa que produz vinhos há mais de 600 anos… Claro, já entrou na minha agenda de viagens urgentes!…

Um grande produto nas mãos de um grande chef não poderia resultar em nada menos do que um grande jantar e uma grande noite!

Aptos a estimular o apetite, uns snacks bem ao melhor estilo cozinha de vanguarda! Uhuuu, já comecei a sentir os ecos da passagem do chef pelo El Bulli… Também, pudera, esse “papel” ultra crocante de camarão seco, adornado com creminho de camarão com sabor da nossa terrinha eram qualquer coisa de extraordinários!!!!!! O pozinho, também camarão seco e algas, era o toque de mestre para estimular o paladar…

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E depois o “amendoim” mimético, na verdade, um amendoim recriado, com finíssima casquinha que, ao ser mordida, explodia em nossa boca um delicioso líquido com sabor de amendoim salgadinho… Nham, nham!

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O “Tartar de coxão duro passion”, compareceu envolto em uma folha de couve e escoltado por uma textura penetrante de alho negro, arrepiava ao combinar com o falso caviar de shoyu! A promessa cumprida de uma carne macia era só o começo!…

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“Roast beef de patinho passion”, gotas de um impecável molho bearnaise com pó de vinagre. As verduras encurtidas em vinagre e zimbro agregavam notas cítricas e refrescantes… Caramba esse virtuoso corte de patinho estava avassalador, parecia a mais nobre seda em forma de alimento, a carne tinha um sabor meio adocicado… Comi super devagar, degustando e sentindo todo aquele sabor… Não queria que aquele momento passasse… Um prazer inigualável!

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Rabo de touro passion cozido em vinho tinto e desfiado fez nossa popular rabada vestir-se de gala!!… Os toques de agrião líquido e o flan adocicado de tutano de boi eram um contraponto mais-que-perfeito ao sabor intenso da preparação. Um prato para marcar paladares nada recatados!

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Tudo que sempre sonhei de uma carne, seja em sabor, seja em maciez, seja em suculência, e nunca tinha encontrado: um soberbo corte ACÉM, repito, um incontestável ACÉM! A quebra do mito da carne de segunda! Nossa, quero trocar o filé mignon e a picanha pelo acém! Por esse, eu troco sim senhor!  Sem os veios de tecido endurecido (tecido conjuntivo) que tradicionalmente permeiam os cortes desse tipo, este, era macio, suculento, tenro, amanteigado e untuoso! Matador! Não tenho dúvidas em concordar com o chef Bruno, é a carne estrela!!! O sal defumado com cinzas de alho poró marcavam tudo com o refinamento desse legume nobre e de sabor sofisticado…

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Aqui, os vinhos servidos também atingiram seu ápice com o top Finca Espolla. A enfatizar o corte de acém, um vinho de estrutura fina e elegante com aromas quentes de chocolate e caramelo…

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A desconstrução da piña colada encerrou tudo com chave de ouro!!! Refrescante gelatina de rum, com pedaços de abacaxi infusionados e lâminas de coco verde eram de uma delicadeza e refrescância inigualáveis!

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Uma noite excepcional para ficar na memória do paladar, para falar e replicar as qualidades do Beef Passion, para mostrar toda a segurança do chef e realçar mais um gol de placa com a chancela Nez Bistrô!

E quer saber do melhor? O Beef Passion também vai estar disponível ao consumidor, na boutique de carnes, Mr. Carnes…

NEZ BISTRÔ

Rua Amazonas, 40, Boa Viagem

Recife – PE

Fone: 3032.0848

http://www.nezbistro.com.br/

COMO CHEGAR

Empório Mr. Carnes

Av conselheiro Aguiar, 3665

Galeria Esquina 90, lj 07

fone 3038.0333

*Estive no Nez a convite da casa.

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Ferran e Albert Adriá: 41 Grados Experience!

(11 de abril de 2013)

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Mas afinal, o que leva o ser humano a transpor tantos limites? A transpor os seus próprios limites?

Golpes de inspiração? Perfeccionismo? Genialidade? Audácia? Ecos da Catalunha, essa terra de gênios, como Gaudí, Miró, e, por onde passaram tantos outros, como Picasso?

Para explicar a genialidade de um dos homens mais influentes da gastronomia mundial, só ele próprio, Ferran Adriá, em uma de suas frases emblemáticas, pronunciada nos idos de 1994, no auge do El Bulli: “Estamos à procura do novo, do inusitado. O resto não nos interessa”.

Essa audácia, sozinha, reescreveu a ordem da cozinha contemporânea, e, diferentemente, da Nouvelle Cuisine, que foi um movimento orquestrado, coletivo, com a participação de grandes lendas do quilate de Bocuse, Alain Chapel, Michel Guérard, Jacques Pic, Ducase, irmãos Troigros, Alain Sanderens etc; aqui, Adriá, solitariamente, com a força transformadora de um único homem, reescreveu a nova cozinha moderna. Aquilo que alguns acertadamente chamaram Nova Nouvelle Cuisine

Sim, apoiado no pensamento de um outro gênio, Escoffier, obteve uma inspiração, e, moldou sua própria criação. Tal qual os grandes nomes da humanidade e de suas façanhas, em que a mente e a grande descoberta de um gênio antecessor serve de alicerce, de ponto de partida, para o desenvolvimento de uma nova teoria, uma nova descoberta, uma nova criação, uma nova ordem, novas redefinições…

E não satisfeitos, os irmãos Adriá, Albert e Ferran decidem por um novo capítulo nessa história: fecham o El Bulli em seu auge e abrem o 41 Grados Experience e o Tickets em Barcelona, com Albert Adriá mais a frente de tudo.

Uma noite no 41 Grados, constitui assim, uma carta de intenções de, novamente, (re)escrever a alta gastronomia, um prazer raro, inigualável, numa operação que ocupa espírito, mente, mas também os cinco sentidos e que, ao mesmo tempo eleva-os a uma espécie de transe!…

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Fundamental, portanto, para essa experiência o ambiente todo preto, escuro, com um foco de luz sobre o centro da mesa, para evidenciar que o protagonista é o prato, ou melhor, a criação culinária. Bem assim, partindo dessa premissa também é imperioso para, não só criar uma aura cênica, mas, em todos os sentidos, despertar os cinco sentidos, e, fundamentalmente, tornar o ato de se alimentar uma fonte inesgotável de prazer, de emoções, de hedonismo…

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E a experiência é mesmo para A-BA-LAR, literalmente, os cinco sentidos! Talas suspensas de acrílico circundam o salão, simulando vidros quebrados, emitem sons alusivos ao tilintar de um mensageiro dos ventos. Nelas, são projetadas imagens de campos, de flores, de anjos, de obras de arte, em imagens cinematográficas, que também são decisivas para tornar a experiência ainda mais sensorial. Assim, os olhos, ao fitarem a criação gastronômica, capturam em segundo plano tais imagens, criam uma sensação, uma ilusão de que se está flutuando, dado ao fato de que é a visão periférica, que captura essas imagens “flutuantes”…

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Como um filme, um reality show, em que o comensal é o próprio ator, pois vivencia intensamente aquele filme, seja assitindo-o, nessas imagens projetadas, seja, vivenciando a experiência de enlevo e prazer com o ato de comer. Envolvimento em uma aura indescritível… Estímulos…

Esses radares sensoriais – tato, audição, paladar, olfato, visão – devidamente estimulados, seguirão numa viagem de três a quatro horas, onde são servidos 41 pratos, na verdade, pequenos bocados (a maioria, os clássicos mais consagrados do extinto El Bulli). Aqui, degustar é apenas o ato de concretização e de confirmação desse que foi um ritual de felicidade. Esse post ficaria gigante se eu colocasse todas essas fotos. Assim, fiz uma edição dos melhores highlights da noite…

Assim, a genialidade está na marca do mimético, do ilusionismo, do que nem sempre o que parece é, e causam logo impacto, nos aperitivos, com uma espécie entrada triunfal e que surpreende logo a todos, dizendo que o show será de efeito…

O Vermute está para a Catalunha, assim como a caipirinha para o Brasil. E é ele quem inaugura a noite, mas, claro, que um Vermute pelas mãos de um Adriá não pode ser mesmo um Vermute qualquer…

Além disso, vem acompanhado de uns aperitivos assim nada básicos… Amêndoas jovens com “caviar” de baunilha. O divertido salgadinho de criança, num intrigante e inacreditável saquinho de comer, com kikos, uns milhinhos desidratados e crocantes, cujo saquinho se come de verdade, ou seja, tem que colocar o saquinho com tudo na boca e aí, em contato com a saliva, ele se evapora, liquefazendo-se, como num passe de mágica e provoca um certo estado de excitação, de uma transgressão meio infantil! Quer aperitivo mais clássico que azeitona? Logo, a trilogia se completa com “azeitonas” clássicas do El Bulli: bolha de azeitona líquida que explode na boca (ploc!), com sabor de, adivinhem, azeitona!

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O prazer sensual vem nessa “orquídea” feita de framboesa, recheada de creme de pistache e aniz. Um pequeno bocado que faz estremecer!… Ao lado, um jarrinho de hortelã, com a mariposa/borboleta ainda em seu casulo. Este, de açúcar, mais que macio, pareciam flocos de algodão e eram comestíveis!!!!!! As “borboletinhas” do interior são de balas de aniz…

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“Caviar”, ou melhor, a releitura do caviar, com sabor de caviar, porém, crocante, a exaltar o estado de ânimo… Divino! Deus-do-céu, desejaria uma lata cheinha deles para comer como salgadinho…

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Provocando um prazer raro, o “tentáculo de polvo”, super crocante, vinha envolto com um pozinho levemente apimentado. A criatividade e a versatilidade vinham escritas sob a forma das bolinhas remetia às existentes nos verdadeiros tentáculos, aqui, feitos de tapioca. A insígnia do Peru estava no milho roxo, que trazia os ditos tentáculos. O duo de sabores exóticos peruanos se completava com outra fantástica criação: alga com quinoa, crocante,  liquefazia-se na boca…

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O fóssil de boqueron (um peixinho típico) foi recriado com massa wonton e, seguindo as instruções, deveria receber o peixinho gelatinizado por cima e ser mesclado com a framboesa, também recheada de um instigante e provocante gel de framboesa… Tudo ali tinha seu traço milimetricamente orquestrado e o encontro de sabores gera um sentimento de sintonia e prazer! Refrescância e crocância fenomenais!

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A versão do clássico jamón (presunto) com melão vem embrulhada para presente, presunto defumado aqui, na verdade, é uma gelatina, salgadinha, que contrasta com o geladinho da folha finíssima do melão… Indescritível!…

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Brincadeira de criança, que mais parecia nosso cavaquinho (quem nunca comeu quando criança aquele canudinho doce e crocante?), esse pão aéreo, hiper-mega-super crocante e delicioso. Um bocadillo envolto em presunto ibérico. Escandalosamente bom, ganhou a adesão da minha memória para que eu não esquecesse jamais desse sabor. Além de tudo, a brincadeira de inverter o sanduíche…

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Menos é mais! Cone de massa de tomate recheado com tartar de tomate, quinoa, e pouco de alfavaca, remetia ao passeio pela Itália… Ainda posso ouvir o barulho da casquinha se quebrando na minha boca e sentindo a explosão de frescor!!!… E deixando as marcas persistentes da pungência contido no pó de pimenta da casquinha…

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O mentor de cozinha de paisagem rendeu seu tributo a outro grande mestre da cozinha moderna, representado pela embaixada do restaurante Noma (atual nº 1 do mundo). O primeiro, um creminho meio picante de rábano (cujo sabor remetia a wassabi), escondia uma surpresitcha, uma cenoura baby envolvida em gelatina de beterraba, cuja nota de crocância vinha das migalhas de pão nórdico…  Outra homenagem veio na versão de carpaccio de ternera defumado adornado de picles de cebola, ervas anizadas. Em ambos, pó de vinagre para compor a paisagem gelada dos países nórdicos e, claro, provocar o paladar com uma persistente sensação agradável. Tudo inexplicavelmente delicioso e sublime.

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Caviar não faltou nessa noite e a sequência trazia uma trilogia russa: borch com ostra e caviar, este, apenas muito bonito, teve sua compensação no subsequente “vodka de avelã”, que de tão magnífico, só deu tempo de tirar a foto quando o prato estava quase no fim…

A sublimação compareceu no ritual para comer o lombo de salmão selvagem com caviar e pele de gengibre, já que vinha com manual de instrução: romper a película do recipiente para que liberasse os aromas de ervas que estavam defumando no fundo… Aquilo liberava um enebriante perfume que aromatizava e defumava com notas herbáceas o próprio salmão…Inevitavelmente tomava conta do nosso olfato, envolvendo-nos em um coquetel de aromas, suscitando emoções e sensações…

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A versão da mexicana marguerita era qualquer coisa de extraordinária e trazia uma bolha de mel com interior líquido aprisonando uma delicadíssima flor de aniz… Delicadeza, refinamento, sabor, fascínio!

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Àquela altura (e olhe já pulei vários pratos aqui na descrição), ainda havia espaço para surpresas! “Ravioli” de milho líquido desperta uma miríade de sensações gustativas ao fazer uma combinação bombástica de três sabores do México! Chipotle defumado (uma pimenta típica), milho frito e a aridez do limão in natura… Explosiva a palavra mais adequada, pois para degustar essa criação, deveríamos fincar os dentes no limão e chupar a gema líquida de milho e chipotle… Wow, a sua persistência na boca torna tudo mais provocador, intenso, avassalador!

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Ainda no México, o milho…

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Salada ordenada, acompanhada da famosa “causa”, esta, com peixe muito amanteigado e com o emblemático leite de tigre em seu interior, anunciavam o Peru…

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Não tinha 5 cm essa codorna baby com típica salsa Koreana e saladinha de embrulhada para presente…

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Da Tailândia, tudo o que imagino é que seja lugar perfumado. Pois foi precisamente o que encontrei na interpretação dos Adriá. Um zoom de perfumes, presenteados com equilíbrio, harmonia e suavidade… Rolinho de manga com lima, curry, recheado com creminho… Puro lirismo foi esse bombom de mai tai, igualmente perfumado, cujas bases de sua preparação estão na composição do coquetel homônimo rum, licor de Curaçao e suco de limão), casquinha crocante por fora e de interior líquido.

Finalmente, salada de coco e caranguejo, com toda a Tailândia representada em sabores como coentro, pomelo, salsa tai, leite de coco e pérolas (bolhinhas) de essência de caranguejo, tudo muito suave, acompanhada de uma aguinha de coco que eternamente pedirei bis! Leia-se, que pelas mãos tão criativas uma água de coco não é bem assim uma água de coco…

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Já no passeio pela França, a leveza se sobressai nesse creminho pinole, acompanhado de cogumelos e trufas negras. Perfeição existe e estava aqui representada!

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O conjunto equilibrado de rosbife de ternera com cebola confitada e salsa holandesa (hollandaise) e micro gelatina de champagne e estragão, encerrou com louvor a etapa dos principais…

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A fábula dos doces viria em seguida, mas isso é assunto para outro post… Desculpem, vou matar vocês de curiosidade! Esse post já está grande demais… Portanto, a seguir, cenas dos próximos capítulos!…

O que vi no 41 Grados, foi tudo isso, foi a própria desconstrução de tudo o que já havia lido e visto sobre os irmãos Adriá, Albert e Ferran… De tudo quanto já vi e comi mundo afora seja de imitação, seja de inspiração no legado do trabalho desses irmãos que iniciaram e escreveram as linhas de uma nova ordem revolucionária da gastronomia mundial. Espumas, esferas, bolhas, coisas que não são o que parecem, tudo estava ali, na fonte. Diferente das ditas inspirações, verdadeira. E, Perfeito! Permeado de sabor, de essência, de alma!

Ficou então a fotografia na memória de passar pelas mãos de gênios, numa noite inesquecível, densa de significados, de total enlevo e prazer, que mexeu com minhas referências, meus conceitos, pré-conceitos, minhas memórias… Que mexeu comigo!  Faltaram palavras para materializar o que senti. Foi preciso, algum tempo para maturar e traduzir essa experiência…

 41 Grados Experience

Avinguda Paral-lel, 164

http://www.41grados.es/index.php#/home

 

 

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Chef Thiago Freitas (Thaal) e seu (divino) festival de foie gras!

(7 de abril de 2013)

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Fico besta toda vez que vou ao Thaal, com a capacidade do chef Thiago Freitas de conseguir me envolver com seus sabores, mesmo já conhecendo todo o cardápio de cabo a rabo! Eu que sou fã de carteirinha de seu trabalho, de seus sabores e de sua alquimia!…

MOSAICO PLACA

Apesar de aqui no blog já ter bradado aos quatro ventos (e não ser segredo nenhum) de como amo a cozinha de Thiago, não posso deixar passar batido uma das surpresitchas que Thiago nos “aprontou”, quando fui levar umas amigas gourmets de Fortaleza, Sandra Mourão e a jornalista, Roberta Fontelles outra que também foi fisgada pela mágica do chef…

Quando Thiago disse, Rê, vou ali preparar uma surpresa, já fiquei de antena em pé!… Hummm, aí vem coisa boa…

Só não imaginava que ele iria nos presentear com esse festival de foie gras, logo uma das iguarias pelas quais faço qualquer loucura!

Festival de foie gras é para me matar e me quebrar viu, querido! Logo, uma das iguarias que me fazem salivar, suar e fazer qualquer coisa só por um pequeno naco que seja. E Ele bem sabe disso, já o disse milhões de vezes… Você me amarrou pelo paladar e pela parte mais sensível do meu corpo, meu estômago! E, mais uma vez, conseguiu me surpreender, com esse pout pourri

Brioche ultra macio com casquinha crocante e quebradiça de caramelo cristalizado de damasco, manteiga de baunilha e chantilly de limão siciliano eram coroados pela folhinha de louro… Comi me derretendo!!!!!

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Pirulito de foie gras com brulée de foie gras… Brincadeira isso, viu! Estava divino!!!!! Pena foi que acabou logo e nem deu tempo de tirar a foto…

Ovinhos de páscoa com “recheio” de éclair de foie gras, que vieram numa linda e criativa gaiolinha…

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Olha, não é todo mundo que consegue executar tal iguaria com tamanha competência e sabor…

E, vamos combinar não é? Com esse charme e delicadeza, qualquer prato fica ainda mais gostoso!

Quer saber de mais, acabei pedindo de prato principal o sashimi de magret de pato, adornado de foie gras e geleia de cassis com farofa de castanha do Pará. O meu prato preferido do repertório de Thiago, aquele por quem meus sinos dobram! E muitos na mesa acabaram seguindo a mesma trilha.

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Agora, dá uma espiadinha num dos patos que passeou pela mesa: um carré de cordeiro que estava fenomenal!tr DSC03672

A brincadeira termina com essa sobremesa de arrepiar…

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Noite agradável que encontrou seu tom no (re)encontro com pessoas tão queridas e na suavidade da noite, coroada por tão incríveis criações, deixando todos atônitos com tanto êxtase!

Obrigada Thiago! Obrigada queridos amigos por nos acompanharem nessa aventura…

QUER SABER MAIS SOBRE O THAAL E O CHEF THIAGO FREITAS? CLICA AQUI:

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=148

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=427

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=894

http://www.temperesuaviagem.com.br/?p=532

RESTAURANTE THAAL CUISINE

Rua Marquês de Tamandaré, 203, Poço da Panela

Recife-PE  Brasil

Fone: 81 3034.0770

COMO CHEGAR

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