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MOO: em Barcelona, cozinha hi-tech dos irmãos Roca

(16 de maio de 2011)


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Barcelona é a cidade dos sabores de vanguarda, ailment da revolução da gastronomia. É aqui o berço da cozinha molecular. Aquela do que, nem sempre o que parece é. É a cozinha das bolhas, das esferas, da comida que incorpora a tecnologia a seu favor, mas que sempre remete à emoções e ao lúdico.

Em meio ao frenesi turístico, quase às portas do charmosíssimo Passeig de Gracia, fizemos nossa pausa. Em boa hora! Bem, como eu ia dizendo, foi pro-vi-den-cial essa paradinha sem pressa, pois almoçamos di-vi-na-men-te no Restaurante Moo (uma estrela Michelin) comandado pelos hermanos Roca, Jordi, Joan, Josepi.

O trio merece apresentações, uma vez que, com seu com seu outro restaurante, o El Celler de Can Roca (3 estrelas Michelin), na cidade de Girona, arredores de Barcelona, ocupam o segundo lugar no ranking San Pellegrino/Revista Restaurant, maior referência mundial na premiação de restaurantes, algo equivalente ao “Oscar” da gastronomia.

 

Ao ingressarmos no restaurante, localizado no badalado Hotel OMM, hotel design dos mais famosos de Barcelona, já nos deparamos com seu visual impactante. Os olhos passaram em revista àquele lugar tão intrigantemente moderno e minimalista, tão simplesmente chic e aconchegante.

 

Propositadamente aquelas vidraças enormes, que davam para um pequeno jardim de inverno, quebravam a dureza do concreto contemporâneo e formavam o contraste suave com a entrada da luz natural. Sentamos bem grudadinhos nela. Aquilo tornou a nossa tarde mais inspiradora, completada pelo serviço extramente atencioso, delicado, cortês e discreto. Tudo como tem que ser!

Como era almoço, e tínhamos uma cidade inteira aos nossos pés para desbravar e não queríamos perder o pique, pedimos um menu mais reduzido (era o que pensávamos…, mas no fim, foi na medida mesmo), formatado especialmente para o almoço. Excelente escolha! Tanto pelo preço, como pelo porcionamento adequado à hora, incluindo bebida e café. E, acima de tudo, na medida, inclusive para ter uma bela amostra e apreciar a especialidade dos brothers: cozinha de menu, feita para inspirar sentidos, sensações, lembranças, inclusive de infância, como aquele inesquecível  fio de algodão doce decorando a sobremesa…

Olha eu aqui já pulando etapas..rsrsrs… Acho que foi influência da “desconstrução gastronômica” da cidade… Deixe-me rebobinar essa fita…

A descrição também minimalista do cardápio deixava espaço para as surpresas que estavam porvir.

Pra começo de conversa, chegaram os primeiros “brinquedinhos” em forma de appetizers. Verdadeiros mimos do chef!, que, via de regra, não aparecem no cardápio. Era o prenúncio de que vieram dar uma amostra grátis do resto da tarde: um ninho de tirinhas recheado de um creminho com um inconfundível sabor de camarão, algo como um mil folhas de carne de cerdo (esse não sobrou para a foto), um bolinho branco salgado que eu já nem me lembro de que era feito (só não vou esquecer jamais o seu sabor), além de outras cositas más


Ah, não posso me esquecer desse outro delicioso divertimento : o porquinho desfiado com feijão frio salteado na salsa. Deliciosa combinação!


Em seguida, “penne” de bacalhau. O “penne” era feito com algum vegetal, algo como um alho poró, recheado de um creminho beeeeemmmm suave, mas que se anunciava pelo sabor inconfundível de bacalhau, acompanhado do próprio, bem ao estilo espanhol – ahumado – com um mini crispizinho feito com uma massinha parecida com nosso biscoito de povilho. Para manter o charme, a finalização foi feita na hora, com uma jarrinha vertendo o molhinho dos deuses (sei lá, mas desconfiei de um leve acento de sabor café?…)!


Ainda tinha espaço para a apresentação da sardinha (isso mesmo sardinha! – o que esses espanhóis brincam com os mais diversos elementos, não está no gibi!). Pois bem, ela compareceu envolta por um gelzinho perfumado, coberta por uns palitinhos que, se não me falhe a memória, eram maçãs verdes. “Nham, nham”, como falo para meus sobrinhos. Nunca pensei que uma sardinha pudesse ser executada com tanta maestria.


A essa altura, já tinha esquecido que ainda tinha mais atos porvir. O prato principal: atum selado com tomate seco? É preciso dizer que o tomate seco lá não era igual ao daqui. Era, na verdade, algo como uma folha de papel reciclado vermelho, feito de tomate desidratado, que era divino de comer, tanto seco, mas que se pronunciava cada vez mais esplêndido, à medida  em que se hidratava no molhinho à base de pimentões da composição, também vertido no prato, através de um charmos bule, na hora de servir!


Ah, e o menu do almoço permitia flexibilizações, a exemplo do que meu marido pediu como prato principal, bem diferente do meu…


Mas foi com a sobremesa que entendi porque o irmão Jordi é considerado um dos melhores chefs do mundo no quesito sobremesas!!!


Novamente a simplidade do cardápio não condizia com a composição. Um sorvete de baunilha delicioso, macio, quase um mousse, montado em um recipiente, que, quando desenformado, revelavam a parte debaixo: eram morangos finamente fatiados, coberto com uma caldinha e um doce da mesma fruta vermelha, e, fazendo o contraste, um açuquinha crocante (que parecia aquele dos saquinhos de pirulito de criança que você passa no açúcar vermelho…), coberto com o tal fio de algodão doce que falei linhas acima. Lúdico, quase infantil, e, ao mesmo tempo, evocando toda a sensualidade que só o morango provoca. Besame mucho!!!

Fiquei triste apenas com um aspecto: não pude comer a tão falada “maçã’! Ah, maçã, é apenas o que parece, pois esta é um creminho de maçã, com casquinha crocante, em forma de maçã. Fica para a próxima…

 

Somadas as 3 vocações dos irmãos Roca: Joan (chef), Josep ( somelier) e Jordi (sobremesas), constatamos a excelência do seu equilíbrio de sabores, como eles mesmo se definem. Adeptos da cozinha molecular de vanguarda, mas com o “pé no chão”, são verdadeiros alquimistas do sabor que, com uma inspirada e excepcional dose de criatividade, alida à ciência, brincam e abusam das texturas dos alimentos.

A cozinha dos Roca é isso, onde o restaurante  revela sua contemporaneidade que vem ao encontro dos espírito do povo catalão. Da próxima vez, que for à Barcelona, dou um jeito de ir in loco na casa matriz dos Roca: El Celler de Can Roca, para provar essa arte e entender porque Alexandra Forbes verteu lágrimas ao descrever no Boa Vida Blog a sua refeição por lá… e porque eles já alçaram esse ano ao segundo lugar do ranking Restaurant.

Restaurant MOO (Hotel OMM)

Calle Roselló 265

Barcelona – Espanha

Fone: +34 93 445 40 00

site: http://www.hotelomm.es/moo/default-en.html

reservas: http://www.hotelomm.es/moo/reserve-en.html

COMO CHEGAR

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