De volta ao L’Atelier Joel Robuchon (Paris)

(26 de abril de 2014)

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Conheci o L’Atelier Joel Robuchon, do Saint Germain, logo após sua abertura em Paris, quando só foodies e os críticos da cidade falavam nele e dele.

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Mas a fama se espalhou como rastilho de pólvora, já que o chef Joel Robuchon, detentor de uma constelação de estrelas Michelin (26 estrelas) não poderia passar incólume à fama e ao fato de criar nova tendência. Sim, é dele a ideia dos gastropubs com o modelo L’Atelier.

Como precussor do estilo, ao voltar de sua aposentadoria, ganhou o mundo, os guias gastronômicos, os topos das listas de premiações, novas estrelas e tudo o mais, além de ordas de turistas, que invadem anualmente as suas casas. Quem se importa? O fato é que somos turistas mesmo quando estamos pelo mundo… Eu particularmente, sempre em Paris, voltarei!

Volto e voltarei sempre para comer bem, muito bem, pelas mãos de um gênio, imortalizados pelas suas criações gastronômicas, por reescrever o clássico e por cravar na história seu nome, como um dos criadores da Nouvelle Cuisine, o movimento que mudou a face gastronômica de Paris e revolucionou o que as pessoas entendem hoje por cozinhar e pela alta gastronomia…

Da última vez que estive em Paris, ano passado, fui conhecer o outro L’Atelier, o do Champs Elysées, muito embora ambas as casas parisienses ostentem 2 estrelas no olimpo Michelin (o do Saint Germain está no posto número 24, na lista de 50 Melhores Restaurantes do Mundo).

No seu universo, somos convidados a assistir a um espetáculo, onde as cores do ambiente, preto e vermelho, ajudam a dar um toque subliminar, quase sensual, dando-nos a impressão de que tudo é uma grande encenação.

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Como tudo se passa num balcão de bar e é de lá que se  pode acompanhar o preparo dos famosos pequenos bocados, a exemplo das clássicas tapas, a cozinha funciona como uma orquestra em perfeita harmonia, aguçando os sentidos do olhar, da audição e do olfato. Confluem decisivamente para potencializar os sabores percebidos pelo paladar e conferir prazer àquela refeição que se seguirá.

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A gente se acomoda em cadeiras dispostas no bar,  já que a cozinha fica em frente, num verdadeiro desfile de iguarias. O balcão também é o local onde os pratos são degustados. Lá, o clima é mesmo de bar.

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Escrevemos as linhas do nosso próprio menu degustação… Pedimos as pequenas porções,  em pequenos bocados. Foi um deleite, um espetáculo para os sentidos. Qualquer adjetivo aqui, seria de pouca valia…

Pratos que se traduzem em sabores clássicos e ousados, sensuais e aveludados, contrastes de texturas, cujo visual é surpreendente.

Uma incrível porção shitakes em caldo de frango ao gengibre e foie gras frio…

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Porco Ibérico salteado com chicória, faz par com polenta e trufas negras, estas, acrescentando  toques de sensualidade e até de uma certa volúpia, criam com nosso paladar uma relação de dualidade limítrofe do sofrimento, mas com alta dose de um doce prazer, pois são captadas pelos nossos receptores olfativos antes mesmo da primeira mordida e potencializam qualquer sabor.

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Costela de cordeiro de leite de Lozére, este, uma denominação de origem IGP, onde o abate com no máximo 130 dias deixa a carne ultra macia. A execução, perfeita! Encerra sabor a toda prova! O super aveludado purê de batata mais famoso do mundo também estava fazendo par com a composição…

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Sou looooooouuuucaaa por foie gras. Este naco bem grande Foie Gras de pato grelhado estava soberbo e idílico com compota de kumquat, uma mini laranjinha japonesa. Uma mordida que me fez subir aos céus!!! E um único sorriso no rosto, o que vem fácil!!!!

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As sobremesas são para carimbar a memória com arte! Uma criação além do visual…

Compota de manga e caramelo não é assim, tão básico, entende? Precisa falar mais? Mesclado no creminho, uma espécie de açúcar que explode na boca, ao contato com a saliva, formando borbulhas, dá o toque explosivo, literalmente, elas explodem e fazem até um barulhinho… Wow! Emoção!

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Esse merece outro ângulo…

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O bolinho de chocolate também não é qualquer coisa simples, concordam?

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Esses são apenas um dos elementos surpreendentes dessa fantástica experiência gastronômica, onde se é levado a imergir no universo dos sentidos e sabores… Inquietações, surpresas e, acima de tudo, felicidade.

O mundo do chef Joël Robuchon é decididamente diferente do nosso!

 

Preços: Cada porção na faixa de 30,00 a 50,00 Euros.

L’ATELIER – ETOILE de JOËL ROBUCHON

133, avenue des Champs Elysées Paris França

COMO CHEGAR

 

L’ATELIER JOËL ROBUCHON – Saint Germain

5, Rue Montalembert

Paris, 75007 França

COMO CHEGAR

http://www.joel-robuchon.net/en/restaurants-paris.php

 

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2 comentários to “De volta ao L’Atelier Joel Robuchon (Paris)”

  1. Olha Renata, não conhecia seu site e to apaixonada!!! Li suas postagens e comi um pacote inteiro de biscoito maria sem perceber, rs. A forma como você escreve realmente é muito bacana. Parabéns pelo seu site, e que continue viajando e fazendo postagens interessantes. Beijão

  2. Oi Helô,
    Fico super feliz com isso!!! Continue viajando com a gente! Bj grande!

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