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Maní, Maní, Maní, mil vezes Maní!!!…

(2 de junho de 2011)


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Sempre tive em mente que as mãos de quem faz uma comida revelam o seu íntimo ser, as suas mais profundas emoções e podem sim, ser transferidas para a comida. Foi o que senti no maravilhoso almoço que tivemos no Maní, da última vez que estivemos em São Paulo. Na primeira vez que estive lá, no ano passado, já tinha captado isso, mas agora todas as minhas impressões se reafirmaram e foram registradas definitavametne em minha memória.

De fato, a premiada cozinha da Chef Helena Rizzo, executada ao lado de Daniel Redondo, é algo que transcende às emoções de uma boa mesa. Há uma veia de artista pulsando, com pratos que revelam uma sensibilidade aflorada. É algo executado com o que há de mais vanguardista em matéria de gastronomia, com forte sotaque e influência declarada na cozinha catalã, fruto de sua passagem pelas cozinhas dos grandes mestres espanhóis, El Celler de Can Roca, Mugaritz etc.

A técnica, que alia com maestria a moderna culinária experimental, com suas esferas, texturas, espumas, contrastes etc, aos mais autênticos e, algumas vezes, exóticos, ingredientes brasileiros, faz de seu restaurante uma parada mais que obrigatória em São Paulo. Para mim, senão o melhor, entre os melhores, na minha modesta opinião.

A alma do lugar tem estilo próprio, é algo mais despretenciso, onde a informalidade é tratada com perfeccionismo e graça em cada detalhe. Mas, ao mesmo tempo, a delicadeza feminina dá o seu tom, sofisticação e refinamento, algo que trasncende o luxo. Entretanto, me senti como se estivéssemos em casa, num ambiente muito familiar e aconchegante.

Tudo isso nos deixa muito à vontade para escolher os pratos sem preconceitos. Isto porque o óbvio aqui, está fora do cardápio.

A essa altura, fiquei bastante tentada a repetir a “feijoada” (foto do meu arquivo logo abaixo), que havia pedido da última vez (transparente carpaccio de pé de porco, acompanhado de um ninho de couve e uns montinhos de algo que remetia visualmente a feijão: esferas de feijoada (bolhinhas), feitas com a técnica “ferranadrianesca”, que explodiam na boca. Resisti bravamente à tentação e não me arrependi…

Assim, começamos com uma entradinha, que, a princípio parecia básica e comum: bolinho de quinoa, com geléia de curry. O quê? Rum, rum… É uma surpresa o seu sabor, um encantamento, a geleía de curry faz “acontecer” o ca-sa-meeeen-to per-feeei-to!!! Sabe, a “tampa da panela”, “Romeu e Julieta”? Isso mesmo!!! Algo indescritível… Ele é puro êxtaseee!


Ih, já tinha esquecido de falar do “couvert”. Era mesmo original aquele crostoni de povilho salgadinho, e me evocaram lembranças de infância, de comida de criança mesmo (como falei a cozinha de Helena Rizzo é capaz de despertar essas emoções escondidas no recôndito de nosso inconsciente),  que não me deixavam parar de comê-lo, tudo arrematado com pãezinhos muito quentinhos e deliciosos, acompanhados de coalhada seca com páprica, queijo de cabra com pimenta rosa… Hhhhuuuummm…

Logo em seguida, fomos “brindados” com o inusitado: “mil folhas de beterraba”,  com um recheiozinho macio e muito delicado de anchova… Nunca pensei que fosse comer beterraba “ajoelhada” e, além de tudo, amar!!! Para comer esse prato, é preciso se despir de qualquer referência negativa ao tubérculo, ou de experiências infantis – quem nunca teve que tomar suco de beterraba, porque sua mãe dizia que era “forte”?… Asseguro e assino em baixo, essa beterraba não tinha gosto de beterraba, nenhuma nota sequer de perfumes ou sabores terrosos. Estava superb, superlativa, numa combinação enebriante de texturas: fínissimas lâminas de beterraba, contrastavam com o creme de anchovas e o sorbet de beterraba, coroados por uma “areia” feita de uma farofinha de gergelim negro. Tive que me conter para comer beeeemmmm devagar e não passar rápido aquele instante… Que prazer!!!…


Passando ao capítulo dos principais, os pratos vieram a dar o que falar e revelavam definitivamente a cozinha cujo DNA pode ser decifrado entre um misto de romance e elegância.

Em se tratando de Maní, não há escolhas clichês, por isso, o meu “peixe do dia” chegou sobre uma delicada “caminha” de micro cubinhos de banana da terra, salteada em salsa, envolto numa suave espuma de tucupi, em crostinha de farofa maní (flocos de milho + farinha de pão + polvilho?). Ai que textura, até o meu marido, que não é lá fã de peixe, “abraçou a causa” e se entregou… Bommmm é pouco!! Multiplicidade de texturas que se fundiam à perfeição quando levadas à boca…

Já o prato de A. foi algo “sem explicação” (não consigo traduzir isso em palavras), incrível!!! Bochecha de boi, em rigor absoluto de cocção, cozinhada na cerveja preta em baixa temperatura por horas e horas, até ficar majestosa e enigmática. Macia, macia, macia!!! A redução em guaraná dava o gran finale (esse era o seu segredo que a graçonete nos confidenciou)!!…

Para arrematar isso, tinha que pedir no capítulo sobremesa, o clássico e consagrado “ovo”. Mas, como aqui nada é assiiimmm básico, fui novamente surpreendida, pois o crocante de côco (já nem me lembro mais se era isso mesmo, mas quem se importa?…) vinha ao encontro de um suave sorvetinho de gemada mais que cremoso em textura de mousse, envolto numa leve e deliciosa espuma de côco. Marcante!!! Envolvente!!!…

Já A., foi de “Café Padoca”. Não dá nem para descrever, ante a absoluta emoção das lembranças: eram bolhinhas de gelatina de café em um creminho,  e umas finíssimas e delicadas torradinhas amanteigadas que caíam muito bem com o sorvete de dulce de leite. Fizerem literaaalmeeente nosso “doce” deleite. Suntuoso e irresistible!!!

 

Por fim, para dar o toque final, o delicioso café Nespresso, que só encontramos nos restaurantes em São Paulo, vinha acompanhado de um charmoso e delicioso brigadeiro meio amargo…

Não tenho palavras para descrever esse almoço e olha que já conhecia o restaurante… Foi um escândalo de bom!! Algo que dificilmente vai sair da minha memória!!!

Não é à toa que o Maní conquistou a posição número 74 do ranking da Revista Restaurant/San Pellegrino

A cozinha do Maní é isso. Um estilo único, onde a feminilidade extravasa toda a sua delicadeza, contrastando com a força dos sabores. Tudo foge ao lugar comum e a palavra que traduz os meus sentimentos é encantamento!!! Gastronomia elevada à categoria de arte. Por isso: Maní, mil vezes Maní…

Endereço: Rua Joaquim Antunes, 210,

Jardim Paulistano

São Paulo

Fone:  (11) 3085-4148/ (11) 30627458

http://www.manimanioca.com.br/#

Como chegar

2 comentários to “Maní, Maní, Maní, mil vezes Maní!!!…”


  1. Warning: Use of undefined constant user_level - assumed 'user_level' (this will throw an Error in a future version of PHP) in /home/temperesv/temperesuaviagem.com.br/wp-content/plugins/ultimate-google-analytics/ultimate_ga.php on line 524

    ai ai…São Paulo é mais perto de nossa realidade …mais fiquei curiosa o seu prato de peixe ( o peixe era salgado tipo um bacalhau ?) pois juntando a lembrança do tucupí, a farinha e a banana da terra me lembra um prato que poucos conhecem chamado pirarucú de casaca … agora pela apresentação , com certeza o seu era de Paletó e gravata :>


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    Rsrsrs… Oi Lu, dei altas gargalhadas sozinha!!! Olha, o peixe era “do dia”, era fresquíssimo, fresquíssimo, pareceia que tinha saído do rio para o prato. Não sei como em Sampa se consegue comer peixe tão fresco, mas já comi em vários lugares e todos foram sempre muito frescos. Já a composição do prato, de fato, tem grande acento brasileiro e o restaurante tem forte influência da culinária da região norte. Espero que vc tenha gostado!!

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