Belém: eu fui Ver-o-Peso!

(18 de outubro de 2014)

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Eu fui Ver-o-Peso e vi, não apenas um mercado, mas um marco autêntico de brasilidade. Se um mercado é  um reflexo,
um espelho fidedigno da cultura e da essência de uma cidade e de seu povo, o mercado do Ver-o-Peso é a expressão máxima disso, onde se pode observar e constatar uma das mais ricas gastronomias do país, fundida num mosaico de sabores.

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É uma vida que pulsa e que sempre estará associada indelevelmente às origens das pessoas e à história da cidade, revelando, através da gastronomia, a alma de um povo.

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Eu fui Ver-o-Peso e lá estava toda a riqueza da gastronomia amazônica, traduzida em castanhas-do-pará, crocantes e sendo cortadas na hora…

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Vi ainda o tucupi, aos montes! Esse caldo amarelo, da cor do ouro, é extraído da mandioca ralada e cozido com jambu, chicória e alfavaca e está onipresente na rica culinária do estado, em tacacá, pato no tucupi, peixes, caldeiradas e tudo o mais…

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Mas, o camarão seco, base do tacacá e de muitos outros pratos, também estava lá…

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Encantei-me e me apaixonei pelo micro camarão aviú, um mini micro camarãozinho de água muito apreciado por lá!

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Com a ‘unha de caranguejo’, uma espécie de coxinha de caranguejo local…

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Havia pilhas e pilhas de pirarucu seco e salgado, o “bacalhau” da Amazônia, que se veste de gala e faz composição num prato bem humorado e popular, o Pirarucu de Casaca…

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Fiquei observando as mulheres moendo a maniva que, nas mesas, iria virar a maniçoba, a tal da feijoada paraense…

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Na seção pimentas, como boa apaixonada por pimentas,  quase pirei!…

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O colorido e a riqueza das frutas exprimem e revelam a diversidade da Amazônia: açaí, bacuri (minha predileta), murici, taperabá (primo do cajá), cupuaçu, buriti e tantas outras!

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Ah, e claro, tomei um refrescante suco de cupuaçu!

Em farinhas mil, de toda sorte, tipos e espessura, fez a Maria Farofa aqui enlouquecer. Super hiper mega crocantes e torradinhas! Mesmo aqui em Pernambuco ainda não tinha visto tanta variedade… Cheguei para um dos feirantes de farinha e pedi-lhe que me cobrasse uma taxinha pra eu poder experimentar um pouquinho de cada uma, mas o sujeito, do alto de sua simpatia paraense, ofertou-me como cortesia… Claro, se já estava cheia de intenções de encher minha mala de farinha, comprei foi um estoque e carreguei como troféu… rsrsrsrs…

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Dei um monte de risadas nas bancas de perfumes e ervas…

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E ainda de quebra, vi um dos mais ricos mercados de peixe do país, cujo “filhote”, um peixe nativo, é uma das expressões máximas. De sabor inigualável, marcante e suave, de carne tenra e macia, branquinho, ainda deixa marcas no meu paladar e na minha memória… Um dos melhores peixes que minha memória gustativa pôde registrar…

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Enfim, eu fui Ver-o-peso e vi o Brasil, um retrato autêntico de um Brasil que se preservou, que preservou suas tradições e tem orgulho de seu melhor produto, a Amazônia, e sua cultura de forte influência indígena!

Além, claro, da mala cheia de compritchas…. rsrsrs…

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Mercado do Ver-0-Peso

Boulevard Castilhos França

Belém-PA

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2 comentários to “Belém: eu fui Ver-o-Peso!”

  1. Quanta riqueza cultural tem o nosso país! E quanta sensibilidade (visual, auditiva, gustativa etc) tem a Renata em captar e compartilhar conosco em suas bem temperadas viagens… Viajei nas imagens e no texto e, qualquer dia, quero conhecer de perto mais esse pedaço de Brasil autêntico.

  2. Oi Boanerges,
    Autêntico e aapixonate. Que bom que o post despertou em você essa brasilidade e esse sentimento tão nosso. bj

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