Exclusivo: Tempere sua Viagem entrevista Joan Roca, do El Celler de Can Roca, eleito o melhor restaurante do mundo em 2013!

(30 de dezembro de 2014)

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Vamos combinar? O cara, além de ser o melhor chefe do mundo, de cozinhar divinamente, de ter um restaurante lindoooooooo, o El Celler de Can Roca (eleito em 2013, pela Revista Restaurant, o melhor do mundo!), encantador e de ofertar generosidade e sabor aos seus comensais, o cara é super simpático e carismático! Um verdadeiro gentleman!

Já estive em seu restaurante (VEJA AQUI) e posso atestar que o que vi e comi só carimbaram minha memória inesquecivelmente.

Aliás, nessa entrevista só constatei as impressões que tive naquela passagem pelo restaurante quanto à simpatia de Joan Roca, quanto a seus irmãos, também Chef Patisserie (Jordi Roca) e Sommelier (Josep Roca) no El Celler de Can Roca.

Foi num clima de conversa, de bate-papo bem articulado, durante o evento do G11, o mega encontro/reunião anual das maiores estrelas da gastronomia mundial, em São Paulo, que Joan Roca, gentilmente me concedeu uma entrevista.

 

TEMPERE – Como você vê a gastronomia brasileira no panorama da cozinha mundial?

JOAN – Hoje podemos ver que (no Brasil) há uma base de talentos, que há muitos talentos. Hoje estão todos juntos. Eu conheço alguns desses cozinheiros em separado, mas ver que estão todos juntos, que falam que dialogam e que, além disso, dialogam com pequenos produtores, que são conscientes de seu papel na sociedade brasileira. Isto me dá muita alegria, porque me faz pensar que isso vai ser uma revolução importantíssima.

Eu creio que (o Brasil) é um país com uma riqueza e uma diversidade de produtos incríveis, com uma grande cultura gastronômica popular. Isto é de grande valor. Tenho claro isto. E uma das grandes conclusões do dia de hoje (do G11)  é ver a conexão, a cumplicidade entre eles., com Alex (Atala) como líder. Há que saber assumir esse papel: a generosidade entre os demais vai trazer benefícios ao povo. Isso me faz pensar que (o Brasil) é uma potência gastronômica de primeira grandeza. Já estava convencido disso e hoje vi isso muito claro.

TEMPERE – Como você vê uma diversidade cultural tão grande no Brasil, onde cada região tem a sua cozinha própria, muito particular?

JOAN – Calor, quando falo de diversidade e de riqueza cultural gastronômica, refiro-me a isso, de que não há uma cozinha brasileira única. Não é fácil de sintetizar. Isso é muito bom, porque há muitas (cozinhas) e isso dá a eles ferramentas criativas, porque o cozinheiro moderno, o que quer expor valor à sua cozinha, quando tem uma cozinha rica e diversa para buscar criatividade, para ser criativo, tem uma grande vantagem. Essa é grande vantagem dos cozinheiros, a diversidade cultural.

TEMPERE Você conhece a gastronomia do Nordeste do Brasil? É muito particular, totalmente diferente…

JOAN – Não conheço. Nós, que vemos de fora, não temos ideia. Só estive no Rio, aqui em São Paulo… Só sei que tenho que voltar que vir com tempo, que viajar todo o Brasil e farei, porque isso me interessa. Interessa muito voltar…

Eu invejo os produtos, a diversidade, a riqueza do país, a dimensão, tudo isso é espetacular. E para cozinheiros como nós que estamos em lugar que pensamos que é o umbigo do mundo, quando viajamos vemos que temos que nos dar conta de que não. Temos então que ser humildes e dizer: cuidado, que há muito e muito boas coisas e o Brasil é um grande exemplo de cultura gastronômica.

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