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Defumados Serrana: sabores de Gravatá

(22 de agosto de 2011)


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Esqueça qualquer referência ou paradigma ao sabor de defumados que você possua!

Depois que você experimentar os Defumados Serrana, produzidos pela fazenda de nome homônimo, acho que pode me dar razão… Promessa de sabores únicos!…

Gente, Gravatá, com todo o seu charme e climinha bem friozinho e todo o ti-ti-ti que rola por lá no inverno ainda guarda preciosidades não exploradas. Um deles, é a Fazenda Serrana que fabrica defumados e embutidos artesanalmente.

Já tinha ouvido falar que havia um produtor de defumados em Gravatá, mas confesso que ouvi o galo cantar e não sabia onde, sabe?…

Hehehehe. Isso mesmo! Até que o meu faro foi aguçado e instigado pelo Guia Sabores da Rota 232… Decidi: tenho que conhecer esse lugar!…

Bem, perguntamos no tourist information (si si si, Gravatá tem um!), que existe na entrada da cidade (“rua dos móveis”) e eles explicaram direitinho.

Então pegamos a estrada (uns 5 km após o Hotel Villa Hípica – explico no final) e, quando enfim chegamos, os proprietários vieram nos receber. Aliás, estou sendo injusta. Receber é um termo que não reflete a acolhida, o carinho com que fomos recepcionados por esses verdadeiros anfitriões, a Dona Júlia e o Sr. Altamir Peixoto. Na verdade, eles recebem todos os visitantes como se fossem velhos e verdadeiros amigos, como se fôssemos de casa! Isso já faz toda a diferença!!! Isso já envolve!

Os detalhes já anunciavam o capricho e certifica que ali tudo é feito com muito amor e carinho. Pimba! Isso mesmo, quando começamos a conversar constatamos o que nossos olhos intuitivamente já tinham nos “avisado”… Não é que eles construíram uma cabaninha bem charmosinha só para receber os visitantes? A simpatia deles atestava tudo!!!… Atributo de muita generosidade!

Explicaram todo o processo de fabrico da iguaria. Tiraram nossas dúvidas. Que gentil!!!

Trata-se mesmo um processo artesanal, cujo lastro do sabor está na formação (D. Júlia fez cursos, estudou e continua pesquisando) e na seleção criteriosa de insumos e fornecedores (eles visitaram os produtores e criadores um por um, até escolher…) e, cujo “segredo inicial” está no tempero de D. Júlia… Nas ervas, na combinação de ingredientes, no respeito ao processo sem uso de conservantes, mas também em outro detalhe que poucos se atêm: costumo dizer que o amor com que se manipula e trata o alimento e, com o qual se dedica ao seu preparo, “transmite-se” para a comida… Foi precisamente isso que constatei!…

Assim, após ficar de 24 a 36 horas “curando” no tempero, a peça vai para a estufa artesanal de defumação, envolta em papel apropriado, e à baixa e lenta temperatura, atinge um ponto de cocção perfeito, que transforma o sabor e confere maciez.

Após isso, retira-se o celofane e devolve para estufa por 3 a 6 horas novamente, agora para impregnar a carne do perfume e das propriedades que a fumaça proporciona. Ou seja, para defumar, literalmente. E, para isso, a madeira também é criteriosamente escolhida – só usam de goiabeira e de eucalipto – de modo que tenha a casca fina produza pouquíssima fuligem. Além disso, tenho uma intuição de que esse talvez(?) seja mais outro segredo, uma vez que essas madeiras são bastante “perfumadas”, e aí impregnam a carne com sua essência. Será???…

Ah, claro, tem também o toque de seu Altamir que, com seus conhecimentos de engenheiro, construiu a estufa com madeira especial de demolição… E auxilia D. Júlia em tudo… Fabricam inclusive uma excelente cachaça de ervas artesanal…

Enfim, um trabalho a quatro mãos e dois corações. Um verdadeiro atelier, cujas mãos da artesã são abençoadas para transmitir o sabor incomparável. O processo é mesmo uma arte que eles executam com maestria e com muita paixão!!!

Paixão essa descoberta após muitos sonhos cumpridos e filhos criados. Após merecida aposentadoria. O casal trabalhava no ramo da construção civil em Recife e resolveu “pendurar” as chuteiras, fechar a empresa e vir morar em Gravatá na propriedade de lazer da família… Na verdade, ao pensar que encerraram um ciclo, sem perceber estavam iniciando outro, bastante promissor, que, segundo eles “fazem por hobby”, mas que talvez nem eles mesmo tenham ainda dimensão de tamanha ousadia e do novo ciclo que inauguraram…

Lá eles defumam tudo: do porco, o seu pernil, o joelho, lombinho, o carret, o bacon e a costelinha, e fazem ainda a lingüiça caseira; mas tem também salmão, frango inteiro e peito de frango já desossado…

 

Desde que chegamos, um cheiro toma conta do lugar, um perfume que se “come” antes mesmo de se levar à boca, provando que a conjugação de olfato e paladar são mesmo indissociáveis…

É chegada a hora da degustação, gentilmente oferecida por eles aos visitantes. Festa para o paladar!!!! Uma amostra de cada produto… O segredo enfim revelado em forma de sabores sensoriais, de um defumado impecável sem precedentes e, como disse, sem referência ou paradigma em algum referencial conhecido… Totalmente diferente do que é produzido na indústria alimentícia (onde se agrega essência de fumaça e muito, muito conservante)! Tão bom, tão bom, tão bom, que faz suar em volta da boca… (ainda sinto essa sensação aqui escrevendo…)

Começamos pelo peito de frango. Divinamente macio, tenro e delicadamente saboroso. Marcante! E ao mesmo tempo, uma carne com sabor inexplicavelmente delicada!!!…

A costelinha de porco é hors concours, campeã olímpica!!! Soberba e idílica!!! “Basta colocar na frigideira e deixar aquecer e dourar em sua própria gordura”, ensinava D. Júlia…

Sucedeu a lingüiça. Aaaaiiii, a essa altura faltam adjetivos… Água na boca…

Depois disso, já estávamos enfeitiçados pelo tempero de D. Júlia e, claro tínhamos que levar para casa algumas cositas. Quando D. Júlia trouxe os produtos… Rá rá! Sabe criança quando vai ao supermercado e fica agitada querendo todos os pirulitos e chocolates que vê pela frente?!… Foi isso que aconteceu com a gente!!!! Mosca no mel!!! Nós quatro “disputávamos”… Saímos carregados de sacolas e enchi meu freezer…

Ampliamos nossa coleção de momentos agradáveis. Recuerdos y sabores… Um-sem-fim de sabores-desejo!!!…

Fica a dica… Um boa despedida para esse inverno!…

Pensaram que o post acabou? Niente!

Agora é que começa, pois, passei aquela semana imaginando o que iria fazer com essas iguarias. Resolvi “aprontar” e inventei essa saladinha, só para fugir do “basicão”… Claro, não sou egoísta e vou compartir com vocês a receitinha…

Para o molho:

Geléia de damasco

Mostarda

Azeite

Flor de Sal defumado – pitadas apenas

Curry amarelo – um pouquinho só viu! O suficiente para sentir notas sutis

Misture todos os ingredientes. A mostarda e a geléia de damasco em partes mais ou menos iguais. O azeite, mais ou menos metade dessa quantidade. Usei para quantidade de salada: umas 3 colheres de geléia e 3 de mostarda e umas duas de azeite. Adicione o curry devargazinho e vá experimentando até começar a sentir o seu sabor de forma suave. Este é o ponto. Reserve.

Para a salada:

½ peito de frango defumado Serrana fatiado bem fininho

10 Folhas de alface

6 Morangos

1 Maçã verde

Azeitonas em rodelas

Amêndoas em lâminas

1 a 2 Tomates em tirinhas

3 colheres de sopa de cenoura ralada

Fatie as maçãs verdes em rodelas finíssimas (se você conseguir) e use metade crua na salada.

A outra metade intercale com o frango defumado fatiado. Mas, antes faça o seguinte: disponha em uma frigideira teflon as fatias da maçã, regue com um pouco de um bom azeite e salpique umas gotículas de vinagre. Deixe dourar, mas não muito (cuidado para não queimar…). Quando ficar pronto, salpique umas pitadinhas de flor de sal defumado.

Misture todos os ingredientes da salada e metade da maçã fatiada. Adicione o molho e dê aquele toque salpicando as amêndoas laminadas e um pouquinho de flor de sal defumado. Fiz uma firula a mais (totalmente opicional se você na tiver), passando um fio de creme de Vinagre Balsâmico de Modena, sabor frutas vermelhas… (funciona como uma redução de vinho)

Arrume o peito de frango defumado na lateral do prato, intercalando com metade da maçã que você refogou.

Coloque a salada no centro já misturado ao molho. Pronto! Está pronta para se deliciar… Fácil, fácil. Simples não?

 

FAZENDA SERRANA

Campinhinha Gravatá – Pernambuco

http://fazendaserrana.blogspot.com/

e-mail: fazendaserrana@gmail.com

Telefone: 81 9953 2553 e 81 99866015

Como chegar: a partir do centro de Gravatá, siga como se fosse para o Hotel Vila Hípica e depois que passar pela lateral do Hotel, continua em frente por uma estrada de barro por uns 5 km mais ou menos. Obs: na estrada passa pelas Fazendas Natural da Vaca, Três Vendas, Ouro Verde antes de chegar.

2 comentários to “Defumados Serrana: sabores de Gravatá”


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    Huuummmm!!!!
    Estou sentido o cheiro dos defumados só com a descrição contida no texto, realmente deve se delicioso o lugar e os defumados, é claro!


  2. Warning: Use of undefined constant user_level - assumed 'user_level' (this will throw an Error in a future version of PHP) in /home/temperesv/temperesuaviagem.com.br/wp-content/plugins/ultimate-google-analytics/ultimate_ga.php on line 524

    Sávio, É realmente maravilhoso!!!! Vale a visita!!!!

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